herói interpretado por Wilson Vianna, o Capitão Aza apresentava desenhos e distribuía prêmios pra criançada.

Emissora: TV Tupi.
Transmissão Original: de 1966 a 1978.
Duração: 60 minutos.
Cores.
Companhias Produtoras: Rede Tupi.

O Programa.


Em setembro de 1966, Paulo Pontes e Vianinha criaram um programa infantil em homenagem a um falecido herói da FAB que lutou na Segunda Guerra Mundial, o Capitão Aviador Adalberto Azambuja, conhecido entre os aviadores como AZA. O programa chamado Clube do Capitão Aza, foi concebido a pedido da Aeronáutica que se encarregou de fornecer  trajes, locações e até aviões para compor a atração.

A TV Tupi que precisava concorrer com outro herói, o Capitão Furacão, o campeão das tardes na Rede Globo, não pensou duas vezes antes de aceitar a proposta e deu início a produção. Sob a direção de Maurício Sherman e Alcino Diniz, o programa estreou no dia 3 de junho de 1966 e tempos depois conseguiu alcançar o seu objetivo, o Capitão Aza chegou e derrotou o Furacão velho lobo do mar na audiência.

O Brasil vivia os duros anos do regime militar, tanto que o bordão do programa era: “… Alô, alô Sumaré! Alô, alô Embratel! Alô, alô Intelsat 4! Alô, alô criançada do meu Brasil! Aqui quem fala é o Capitão Aza, comandante e chefe das forças armadas infantis deste Brasil”. O herói vestia um impecável uniforme da linha aeronáutica, usava capacete de piloto com duas asinhas desenhadas, óculos de lentes negras, acopladas, e sobre o peito robusto ele levava diversas medalhas.

Ao seu lado, o herói também tinha sua ajudante mirim, a exemplo do herói global, era a menina Martinha, então com 6 anos, hoje formada em medicina. O boneco Pedroca também ajudava o herói a comandar o programa. No quadro semanal “Didi ao Vivo”, tínhamos uma versão infantil do programa  “Bibi ao Vivo” (da Bibi Ferreira), apresentado pela menina Mariângela.

O Clube do Capitão Aza era apresentado de segunda a sexta-feira, inicialmente apenas para o Rio de Janeiro e a partir de 1974 para todo o Brasil Via Embratel. Além das histórias vividas pelo Capitão Aza também eram apresentados desenhos animados e séries hoje consideradas clássicas, como A Feiticeira, Jeanne É um Gênio, Speed Racer, Ultraseven e Ultraman. Nos anos 70, entre os desenhos e séries também eram apresentadas atrações circenses no quadro “Circus”.

Após suportar 10 meses sem salário, Wilson Vianna teve que se retirar, na despedida das crianças o herói disse que partiria para em uma missão no espaço. Assim depois de 13 anos ininterruptos de sucesso, discos e histórias em quadrinhos, o Capitão Aza partiu. Depois disso ainda filmou duas vezes com os Trapalhões, e finalmente o herói, a bordo do Barco “Dona Ruth” (nome de sua mãe), saiu pelo mundo.

O ator Wilson Vianna morreu aos 75 anos em Mato Grosso do Sul em maio de 2003.



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