Um dos primeiros programas infantis da TV Globo, com a apresentação de Pietro Mário fazendo um Lobo do Mar.

Emissora: TV Globo.
Transmissão Original: de 1965 a 1970.
Duração: 60 minutos.
Preto e branco.
Companhias Produtoras: Rede Globo.

O Programa.


Pietro Mario Francesco Bongiancchini foi um dos primeiros atores a encabeçarem o elenco da recém-fundada Rede Globo em 1965.

Não demorou muito para o diretor artístico da emissora, Abdom Torres, sugerir que Pietro, então com 26 anos, apresentasse um programa voltado para o público infantil, o Clube do Capitão Furacão. Nele, o ator assumia a identidade de um experiente comandante da Marinha que contava histórias vividas em alto-mar para a criançada. O programa infantil comandado por Pietro estreou no mesmo dia que a emissora e foi o primeiro a registrar altos índices de audiência em meados dos anos 60.

De Jaqueta azul, quepe e longa barba branca, Furacão girava o leme de um lado para o outro enquanto lia cartas e mandava mensagens, falava sobre os segredos do mar, organizava gincanas e apresentava desenhos animados. O herói utilizava as histórias para ensinar valores importantes, como respeito aos mais velhos ou a importância de se levar o estudo a sério.

O Capitão Furacão chegou a exibir seriados dos anos 60, como Super-homem e Os Três Patetas, e desenhos da Hanna-Barbera, como Herculóides. Pietro dividia a apresentação do programa com os famosos “grumetes”, os ajudantes de palco, que para isso precisavam enviar uma foto e a etiqueta de algum patrocinador, como a Confeitaria Gerbô ou as calças Furacão. Muitas crianças escreviam cartas na esperança de um dia participarem do programa. Elisângela foi a mais famosa ajudante do Capitão Furacão, que passou a dividir a atração com Pietro à partir do segundo ano.

O sucesso do programa foi tanto que motivou a Tupi a criar um personagem nos moldes do Capitão Furacão: o Capitão Aza, interpretado por Wilson Vianna. Segundo Pietro, a embarcação do Capitão Furacão só veio a pique por culpa da própria Globo.

Ele recorda que a produção começou a sofrer boicote em 1969, quando o então diretor artístico da emissora, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, passou a reduzir o tempo de duração do programa. “Quase não sobrava tempo para eu fazer mais nada. Virei um mero anunciador de desenhos”, queixa-se.

Quando o Capitão Furacão foi cancelado a emissora já planejava exibir no horário o seriado Vila Sésamo. Mesmo assim, o programa continuou sendo exibido ainda por um tempo sob o comando de Elisângela.



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