Emissora: Syndication.
Emissora no Brasil: TV Tupi, TV Gazeta, Rede Globo, TV Record, Rede Brasil, Cartoon Network e Boomerang.
Transmissão Original: de 2 de outubro de 1958 a 16 de maio de 1962.
Duração: 30 minutos.
Temporadas: 5 (126 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Felix the Cat Productions e Paramount Cartoon Studios.

O Personagem.


Acredita-se que Felix tenha sido criado em 1919 pelo cartunista Otto Messmer, apesar do produtor cinematográfico e também cartunista australiano Pat Sullivan, que detinha os direitos autorais sobre o desenho, se dissesse o criador do gato.

Tudo pode ter começado em 9 de novembro de 1919, quando um personagem muito parecido com o Gato Felix de nome Master Tom, foi feito no estúdio de Pat Sullivan, com direção do caricaturista e animador Otto Messmer, que recebeu o nome de Feline Follies. O sucesso do curta-metragem levou Sullivan a produzir seu segundo trabalho com Master Tom, o The Musical Mews, outro grande sucesso. O produtor John King sugeriu a Sullivan e Messmer mudar o nome de Master Tom, surgindo assim o Gato Felix (felis-gato e felix-sorte). No dia 14 de dezembro de 1919 estreou o terceiro e novo filme do gato já com o nome de Félix, chamado The Adventures of Felix.

Rapidamente Félix tornou-se um dos personagens mais conhecidos em todo o mundo, suas histórias foram publicadas por 250 jornais diferentes, tornando-se uma celebridade, algo que se intensificou ainda mais quando o felino debutou nos cinemas. Felix ficou tão famoso que Charles Lindbergh pediu autorização a Otto e Oriolo para usá-lo como mascote de seu histórico voo sobre o Atlântico.

Em 1921, Gato Felix serviu para vender os novos carros da Chevrolet, com anúncios enormes de Felix acompanhados com letreiros em neon, tornando a marca ainda mais famosa em Los Angeles. No ano seguinte Messmer lançou pela King Features Syndicate uma nova tira de sucesso do personagem e um curta intitulado Felix in Hollywood, vários coadjuvantes apareciam no mundo de Felix, como: Inky, Dinky e Winky, os sobrinhos do Gato Felix; sua noiva Kitty; o rato Skiddoo e Willie Brown.

Seus traços foram aperfeiçoados em 1924 por Bill Nolan. Naquela época os desenhos do Gato Felix eram distribuídos por Margareth J. Winkler, mas em 1925 Sullivan assinou um acordo com a Educational Pictures que passou a distribuir os desenhos do gato até 1928.

No final da década de 1920, mesmo com as evoluções da época como a chegada do som ao cinema, o produtor Pat Sullivan resolveu esperar um pouco mais para colocar fala no desenho animado, assim o sucesso de Felix entrou em declínio, ofuscado por outro grande personagem das animações, o Mickey Mouse, de Walt Disney, que além de fantástico, falava!

Na época, Sullivan e Messmer não quiseram aderir à produção sonora e Felix ficou ultrapassado. Quando Sullivan decidiu finalmente fazer a transição dos desenhos mudos para os falados, em 1929, o Gato Felix teve seu primeiro desenho com som, o Film Daily, onde o personagem cantava imitando o estilo de Al Jolson, mas foi um verdadeiro fiasco, pois exibiram um áudio de péssima qualidade. Parecia ser tarde demais para recuperar o sucesso de Felix, pois Mickey já tinha abocanhado grande parte do mercado e a iniciativa fracassou, sendo suspensa no ano seguinte.

Sullivan faleceu em 1933. Apesar disso, o gato ficou marcado por ser a primeira imagem a ser transmitida em um receptor de TV. Isso aconteceu em 1928 nos laboratórios da RCA Research Labs, quando foi utilizado um boneco de Felix para efetuar os testes com a Televisão.

Em 1936, o personagem ainda teve desenhos em cores e com som produzidos para o cinema, e depois quase desapareceu, até 1953 quando suas animações cinematográficas começaram a ser exibidas pela TV.

 

O Desenho.


Após conseguir os direitos do personagem, o artista Joe Oriolo começou a criar uma nova série, reformulando o visual do gato, dando-lhe pernas mais compridas. O desenho estreou na televisão americana no dia 2 de outubro de 1958, produzindo a partir dali 260 episódios novos do personagem que ficaram no ar durante 5 temporadas.

Joe criou uma turma de coadjuvantes para viver as histórias ao lado de Felix, surgiam assim: o Professor e seu sobrinho Poindexter; o assistente do Professor Rock Bottom, um perverso robô chamado Cilindro, e o esquimó Vavoom. Surgia também a sacola mágica.

As mudanças no universo de Felix surtiram efeito e o sucesso  e o Gato Felix reapareceu para o mundo, com vários produtos licenciados e a animação se espalhando por outros países.

O desenho de Joe Oriolo, além de histórias bem elaboradas e desenhadas, tinham como destaque o tema musical que introduzia o espetáculo, escrito por Winston Sharples.

 

A História.


Nos desenhos de Felix o gato chamava a atenção por onde passava por ser uma referência de boa conduta, sempre tratando os que encontrava com muito respeito e gentileza, o tipo de comportamento perfeito para quem queria viver tranquilo, mas inevitavelmente o bichinho costumava se meter em encrencas.

Para se livrar de suas enrascadas o gato possuía uma espécie de superpoder bem esquisito, ele utilizava seu rabo, transformando-o em diversos objetos que precisava. Assim, era possível encontrá-lo empunhando uma espada ou uma chave para abrir uma porta, objetos transformados diretamente da sua calda. Às vezes Felix conseguia até mesmo tirar sua calda do corpo.

De cor preta e levemente curvado, o Gato Felix tinha sempre à mão outro valioso pertence, uma maleta amarela mágica, que ninguém sabe de onde veio. A Bolsa Mágica (Magic Bag), como era chamada, também tinha a capacidade de assumir a forma de qualquer outro objeto, inclusive de alguns muito grandes, como casas ou meios de transportes, elementos que certamente não seriam possíveis de conseguir apenas com sua calda. Por esse curioso poder, a Bolsa Mágica vivia sendo alvo dos bandidos que tentavam levá-la a qualquer custo.

Entre os malvados que tencionavam roubar a tal maleta estava o vilão Professor e seu comparsa Rock Bottom. De bigode branco e carrancudo, Professor vivia em seu laboratório, arquitetando maneiras de conquistar a bolsa mágica. Obviamente, nem sua mente brilhante e nem a ajuda do cachorrão Bottom, lhe faziam ter êxito, pois Felix era muito esperto.

Não bastasse ter que fugir das armações do Professor, o gato ainda precisava driblar os planos do robô Mestre Cilindro (Master Cylinder), uma lata velha mal-encarada que vivia na Lua buscando maneiras de capturar Felix e sua maleta. Cilindro acreditava ser o “Rei da Lua” e ninguém conseguia controlá-lo, nem mesmo o Professor, que já tinha sido seu mestre.

Felizmente o gato não estava sozinho, ele tinha a ajuda de Poindexter, um garoto cientista com QI 222, que explicava tudo de um modo científico e que ironicamente era sobrinho do Professor; além do amigo Vavoom, que usava o seu poderoso “grito” para ajudar o seu companheiro a escapar das mais difíceis situações, pois ao bradar fortemente a palavra “Vavoom” podia quebrar qualquer parede!

No Brasil.


Tão logo o sucesso dos desenhos animados do Gato Felix, produzidos por Joe Oriole, despontou nos Estados Unidos em meados dos anos 60, a TV Tupi trouxe o felino para sua programação.  Nos final dos anos 60, o gato aprontou das suas na TV Gazeta de São Paulo, antes de se transferir para a Rede Globo onde ficou até a década de 1980.

O público brasileiro já estava um pouco esquecido do personagem, quando a TV Record o resgatou na década de 1990 para a sua programação. Também foi exibido pelos canais Rede Brasil, Cartoon Network e Boomerang.

Por aqui, o bichinho  teve três dublagens. A voz mais conhecida do Gato Felix no Brasil é da dubladora Márcia Gomes, a sua primeira voz em terras tupiniquins. Mas também foi dublado por José Luiz Barbeito e Leda Figueiró.

O seu sucesso no Brasil não foi diferente de outras partes do mundo. Monteiro Lobato chegou a escrever uma história chamada “O Gato Félix”, onde um gato impostor, se passa pelo personagem “Félix” dos desenhos animados, a história foi incluída mais tarde, como um capítulo do livro Reinações de Narizinho.



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