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Primeiro
programa humorístico comandado exclusivamente por Jô Soares, que já havia
participado na Tv Globo dos humorísticos Quadra de Setes (1966),
Faça
Humor Não Faça Guerra (1970), Satiricom (1973),
Planeta dos Homens (1976)
e do programa de variedades Globo Gente (1973).
Viva o Gordo abordava um
tema por semana, apresentado em quadros fixos e esquetes, com personagens
vividos pelo humorista e o elenco de apoio, além da participação de
convidados especiais. Viva o Gordo lançou vários bordões que fizeram
sucesso entre os telespectadores. Um dos primeiros a ficar famoso foi “Ah,
eu quero aplaudir”, do personagem Zé, um operário que ficava perplexo com
as notícias que o amigo Juca lia nos
jornais.
Entre os outros tipos apresentados por Jô Soares estavam seu Roseira, um
velho cortineiro de teatro; Bô Francineide, uma atriz de pornochanchadas
que andava sempre acompanhada de sua “Pornô-Mãe”; Sebá,
o “último exilado” que se preparava para voltar ao Brasil; Gelatina, um
guarda que tinha medo de assaltos; e o Reizinho, que vivia às voltas com
os problemas de seu reino, ao lado de Eminência e seus
conselhos e do Bobo da Corte. As gravações do programa
eram realizadas no Teatro Fênix na cidade do Rio de Janeiro.
Em 1982, a equipe de redatores passou a contar com a participação de Luis
Fernando Veríssimo. Foram criados novos tipos e quadros, entre eles o
Capitão Gay (“o defensor das minorias”) e seu ajudante Carlos Sueli, o Vetríloquo, o Menino, o Ceguinho e a Sogra. Em março do ano
seguinte, Viva o Gordo reestreou com algumas mudanças
em novo dia e horário: terças-feiras, às 21h30. O programa deixou de lado
a estratégia de abordar um tema por semana e passou a trabalhar
semanalmente assuntos distintos nos quadros e esquetes. Personagens
antigos sofreram algumas alterações, como o Reizinho, que foi destronado e
passou a enfrentar os problemas de um plebeu, e o Capitão Gay, que era
apresentado como criança.
Em 1983, foram criados também alguns tipos novos, como Alice no País das
Maravilhas e Coração do Povo. A política ganhou mais ênfase, passando a
ilustrar até mesmo a abertura do humorístico. Criada pelo designer Hans
Donner, a nova vinheta apresentava Jô Soares interpretando gordos famosos
da história, como Mao Tsé-tung e o papa João XXIII. Carlos Ferreira passou
a integrar a equipe de redatores.
Em 1984, Viva o Gordo voltou a ser exibido às segundas-feiras, às 21h20. A
estrutura manteve-se a mesma. Durante o primeiro mês do programa, novos
tipos foram apresentados, enquanto os personagens antigos entravam fazendo
apenas a apresentação dos quadros, que nos anos anteriores era feita por
Jô Soares, sem caracterização.
Ainda em 1984, alguns personagens de sucesso dos anos anteriores voltaram
com seus quadros. A redação passou por algumas mudanças com a saída de
Afonso Brandão e a entrada de Armando Costa. Foi criada uma nova abertura
que apresentava Jô Soares praticando esportes e saltando numa grande cama
elástica. Entre os novos tipos estavam o General Gutierrez, um argentino
que decidira morar no Brasil e trocar seu nome para Severino Silva; Kid
Frutuoso, líder de um conjunto de punks chamado Sangra Sangra Hemorragia,
disposto a destruir a sociedade de consumo; Jaquelino, um homem honesto
“até certo ponto”; Dona Conceição, uma economista irritada, entre outros.
Em abril de 1985, depois de ter a estréia adiada por causa da morte de
Tancredo Neves, Viva o Gordo voltou a ser exibido com 13 novos tipos
criados por Jô Soares. Entre eles estavam Anabela, uma repórter que só
cobria catástrofes; Don Casqueta, um poderoso chefe mafioso; e Domingão,
um craque de futebol que não entendia por que não tinha sido descoberto
pelos empresários italianos.
Jô Soares também criou para Viva o Gordo daquele ano o quadro “PR - porta-
voz”, a emissora de rádio dos desmentidos, e alguns quadros curtos, como o
de um neurastênico e o de um inglês que tentava de todas as formas
entender como funcionava o jeitinho brasileiro. Em agosto de 1985,
Francisco Milani, que já integrava o elenco do humorístico, assumiu a
direção do programa. Viva o Gordo recebeu o prêmio de humor desse mesmo
ano, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Ainda em 1985 Jô Soares deu vida ao coronel Pantoja, amigo do coronel
Bezerra, interpretado por Chico Anysio. O quadro dos dois coronéis
aparecia alternadamente em Viva o Gordo e em
Chico Anysio Show (1982).
Em abril de 1986, o programa reestreou, mantendo a mesma estrutura, porém
com várias modificações na apresentação: tipos novos, quadros diferentes e
mais longos, além de musicais, nos quais eram feitas paródias de canções
conhecidas, com letras novas, sempre abordando algum acontecimento da
semana. Alguns personagens antigos foram mantidos como o General
Gutierrez, o vendedor de corruptos, o Zé da Galera, o Pai Coruja e o
argentino Gardelón.
Entre os novos tipos estavam o Venturoso, o emissário do rei D. Manoel,
que contava notícias da ex-colônia, o Brasil; o Espantalho, um trabalhador
desempregado que fazia biscates numa fazenda, junto com dois corvos que
tinham opiniões firmes sobre os mais diversos assuntos; e Piloto, o
assistente de estúdio, que se consagrou com o bordão “Falha nossa!”.
Em março de 1987, Viva o Gordo apresentou 20 novos tipos durante os dois
primeiros meses. Entre eles: Araponga, recepcionista que não entendia o
nome das pessoas e que logo fez sucesso com o bordão “Quain?”; o surdo do
‘Gordo Notícias’, que passava as notícias através de mímicas; Júlio
Flores, um anarquista basco, que era assessor para qualquer tipo de greve;
e o dentista que se apaixonava pelas bocas de suas pacientes e fechava o
quadro com o bordão “Bocão!”.
Entre os personagens de sucesso mantidos do ano anterior estavam a
Velhinha - surda e corcunda, de guarda- chuva em punho e com a boca sempre
mal-pintada de batom - que queria ser artista; e Zezinho, o telespectador
que gostava de criticar o programa e ver um striptease ao final de cada
edição.
Em junho de 1987, Francisco Milani entregou a direção a Walter Lacet, que
ficou à frente do programa até o seu término em dezembro daquele ano.
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Jô Soares .... vários personagens
Angela Vieira
Berta Loran
Bia Nunes
Brandão Filho
Carlos Moreno
Cecília Loyola
Célia Biar
Cesar Pezzuoli
Daúde
Santana
Dênis Derkian
Denise Bandeira
Eliezer Motta
....
Eminência e Carlos Sueli
Felipe Carone
Flávio Migliaccio
.... Juca e
Bobo da Corte
Hélio Ary
Henriqueta Brieba .... Pornô-Mãe
Inês Galvão
Jorge Lafond
Kate Lira
Otávio Cesar
Paulo Celestino
Paulo Celestino
Filho
Paulo Silvino
Pedro Paulo Rangel
Rogério Cardoso
Sylvia Bandeira
Tánia Loureiro
Walter D’Ávila. |
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