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Emissora: TV Tupi e Tv Paulista.
Ano de Produção: de 1952 a 1963 (360 episódios).
Preto e Branco.
Companhias Produtoras: TV Tupi.

Trilha Sonora

 

 

Antes do Sítio do Picapau Amarelo  de 1977, conhecida no mundo todo, as aventuras dos heróis de Monteiro Lobato  tiveram pelo menos mais duas versões para TV. A primeira versão estreou em 10 de janeiro de 1952, e a direção coube à crítica literária Tatiana Belinky e ao psiquiatra e psicólogo Júlio Gouveia. Foram 300 episódios, mas infelizmente não ficou nada registrado pois o programa era feito ao vivo.

A primeira adaptação do Sítio foi no  programa Teatro Escola de São Paulo - TESP - um teleteatro dirigido ao público infantil, criado em 1948 por Júlio Gouveia e sua esposa Tatiana Belinky. "A Pílula Falante", um dos capítulos do livro "Reinações de Narizinho", foi a história escolhida para ser exibida ao vivo na Tupi. O sucesso alcançado por esta única apresentação levou a emissora a produzir a primeira série de televisão do "Sítio do Picapau Amarelo".

O primeiro programa Sítio do Picapau Amarelo estreou em 3 de junho de 1952 (às quintas-feiras, 19h30), com a reprise do episódio "A Pílula Falante", ficando no ar por 11 anos. Paralelamente à exibição ao vivo em São Paulo, a TV Tupi do Rio de Janeiro exibiu, por dois meses no ano de 1955, uma versão da série com direção de Maurício Sherman e produção de Lúcia Lambertini, que também interpretava a Emília ao lado de Daniel Filho (o Visconde) e Zeni Pereira (Tia Nastácia). O elenco em São Paulo foi sendo mudado ao longo do programa. Emília foi interpretada por duas atrizes (Lúcia Lambertini e Dulce Margarida ), Narizinho também (Lidia Rosemberg e Edi Cerri ), já o Visconde teve três atores (Rúbens Molino, Luciano Maurício e Hernê Lebon), Pedrinho foi feito por três atores também (Sérgio Rosemberg, Julinho Simões e David José), Dona Benta foi a que mais teve intérpretes, ao todo quatro (Sydnéia Rossi, Wanda A. Hammel, Suzy Arruda e Leonor Pacheco) e Tia Anastácia também  teve duas intérpretes (Benedita Rodrigues e Zeni Pereira).

A fama atraiu os patrocinadores tranformando a série no primeiro programa a utilizar a técnica do merchandising na TV brasileira. As histórias não tinham interrupção para o intervalo comercial, por isso, durante os diálogos ou cenas com os atores fixos, eram introduzidas divulgações de produtos como Vitaminas Bolos, Biotônicos Fontoura e Kibon.

Apesar de ter conquistado o público e os patrocinadores, a produção da série era reduzida a um único cenário fixo, a varanda do sítio, na qual ocorria a maioria das cenas. Os demais eram montados na hora dependendo das exigências de cada história. Também não haviam efeitos especiais e muitas mágicas, inerentes às histórias, precisavam ser adaptadas aos recursos da época.

Cada episódio tinha a duração de 45 minutos, iniciado com o tema da música "Dobrado", composto por Salathiel Coelho, e com as imagens de Júlio Gouveia abrindo um livro para contar uma história. Ao final, o episódio terminava com Júlio fechando o livro.

Os produtores tinham como objetivo manter a respeitabilidade do original trazendo situações que possibilitassem a educação infantil sobre a história universal e problemas do cotidiano da época, tal qual os livros de Lobato. Mas a série encerrou sua produção em 1962, com um total de 360 episódios, quando Júlio Gouveia afastou-se de seu trabalho em televisão. No entanto os episódios do "Sítio" foram "reprisados" durante o ano de 1963. Por terem sidos exibidos ao vivo, a reprise consistia em reencenar cada episódio com pequenas variações de diálogos e textos, as quais eram feitas por Lúcia Lambertini.

Em 1964, o Sítio do Picapau Amarelo foi resgatado pela TV Cultura, numa nova produção comandada por Lúcia Lambertini. O Sítio do Picapau Amarelo voltaria ao ar, pela TV Bandeirantes, em 1967, novamente sob o comando de Júlio Gouveia e Tatiana Belinky e os respectivos atores da Tupi - mas dessa vez, sem sucesso.

Era difícil não seduzir o público infantil e até adulto com os maravilhosos personagens de Monteiro Lobato. Emília a inteligente boneca de pano que falava e se tornou marquesa, Visconde de Sabugosa o boneco de sabugo de milho que após ficar preso numa biblioteca ficou inteligente, Dona Benta a eterna contadora de histórias, Pedrinho e Narizinho, a Tia Nastácia e seus maravilhosos pratos e o Jabutí falante. Sem esquecer da floresta encantada com o Saci Pererê e a Cuca Maluca que metia medo em toda criançada.

 

Elenco


 
   

Lúcia Lambertini ..... Emília

Dulce Margarida ..... Emília

Sérgio Rosemberg ..... Pedrinho

Julinho Simões ..... Pedrinho

David José ..... Pedrinho

Newton da Matta ..... Pedrinho

Lidia Rosemberg ..... Narizinho

Edi Cerri ..... Narizinho

Leny Vieira ..... Narizinho (Rio De Janeiro)

Rúbens Molino ..... Visconde Sabugosa

Luciano Maurício ..... Visconde Sabugosa

Hernê Lebon ..... Visconde Sabugosa

Daniel Filho ..... Visconde Sabugosa (Rio De Janeiro)

Sydnéia Rossi ..... Dona Benta

Wanda A. Hammel ..... Dona Benta

Suzy Arruda ..... Dona Benta

Leonor Pacheco ..... Dona Benta

Benedita Rodrigues ..... Tia Nastácia

Zeni Pereira ..... Tia Nastácia (Rio De Janeiro)

Ricardo Gouveia ..... Rabicó

Paulo Basco ..... Dr. Caramujo

Mara Mesquita ..... Peter Pan