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Direção: J.B. Tanko.
R
oteiro:
J.B. Tanko e Gilvan Pereira, baseado em peça teatral de Chico Buarque, Sérgio Bardotti e Luiz Bacalov.

Ano de Produção: 1981.
Cores.
Companhias Produtoras: Renato Aragão Produções.

Letras das Trilhas do Filme

 

 

Inúmeras vezes minhas tardes foram agraciadas com as aventuras deste eterno quarteto de palhaços. Os filmes dos Trapalhões sempre costumaram figurar na Sessão da Tarde, e um deles em especial marcou-me, entre outras coisas, pela sua deliciosa trilha-sonora. Os Saltimbancos Trapalhões foi realizado numa época em que Didi ainda conseguia fazer graça, em parte pelos seus três companheiros que lhe faziam o degrau com perfeição, coisa que hoje o comediante não tem mais, não só pela morte de Zacarias e Mussum, mas porque Didi rejeitou o velho e bom Dedé apenas por discordar de sua religião, que pena!  

Em Os Saltimbancos Trapalhões os amigos Didi, Dedé, Mussum e Zacarias trabalham como contra-regras  do circo Bartholo, que está quase fechando porque ninguém acha muita graça nele. Sem querer eles entram no palco e fazem tanta confusão que a platéia acha finalmente no Circo Bartholo algo para rir. A partir de então o Barão, um dos donos do circo, transforma os Trapalhões na principal atração, mas sem pagar quase nada de salário aos pobre-coitados. Além da ganância do Barão o quarteto tem que enfrentar a oposição do mágico Assis Satã, que começa a sentir inveja da nova atração do circo e faz de tudo para derrubá-los. Didi aceita ser explorado pelo patrão porque é apaixonado pela filha dele, a jovem e bela Karina (Lucinha Lins), que está apaixonada por Frank, seu parceiro de acrobacias (Mário Cardoso). Até o dia em que ela e os quatro trapalhões ficam amigos e por conta de algumas confusões resolvem fugir para virar artistas de rua que vão tentar a sorte em Hollywood.

 O filme é talvez um dos mais elaborados do grupo de comediantes, com direito a cenas gravadas nos estúdios da Universal em Hollywood (dirigidas por Adriano Stuart e Dedé Santana).

Perseguido pela censura, Chico Buarque procurou outras atividades onde pudesse se expressar, foi quando ao lado de Sérgio Bardotti, Antonio Pedro e Tereza Trautman adaptou   Os Saltimbancos para o teatro de um texto italiano. A peça fez tanto sucesso que veio parar no cinemas, outro sucesso, o filme levou 5.218.574 de pessoas ao cinema em 1981.

No primeiro trabalho de Chico Buarque dedicado ao público infantil, vemos uma nova face do compositor, mas que não abandona suas principais  características, ora brincando com as palavras, como na letra de "Meu Caro Barão", ora denunciando a miséria como em "Piruetas". A trilha sonora de Chico Buarque viaja pelo mundo infantil para discutir temas como desigualdades sociais, a corrupção dos poderosos, o drama dos menores abandonados e a fome.

O filme esta repleto de números musicais inesquecíveis  entre eles: “Hollywood”, "História de uma Gata" e “Rebichada”. Além de Lucinha Lins e os Trapalhões interpretando as canções do Chico, os Saltimbancos também tem as participações de Ivan Lins, Miúcha e Bebel Gilberto.

Hoje passados mais de 20 anos, o filme continua atual e suas canções ainda agradam crianças de todas as  idades.

 

Elenco


 
   

Renato Aragão .... Didi
Dedé Santana .... Dedé
Mussum .... Mussum
Zacarias .... Zacarias
Lucinha Lins .... Karina
Eduardo Conde .... Assis Satã
Mário Cardoso .... Frank
Mila Moreira .... Tigrona
Paulo Fortes .... Barão
Ivan Lins .... Ivan Lins