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A Série.
Perdidos
no Espaço foi criada pelo produtor Irwin Allen, sem muitos recursos, mas,
em compensação, a série é muito rica em imaginação. Quando o esboço do seriado foi
apresentado à 20th Century Fox e à rede CBS, os executivos adoraram, pois
não havia séries que tratassem desse tipo de assunto na época. Além disso,
o fato de botar uma família no espaço era o ideal para atrair um leque bem
abrangente de público.
A série de ficção foi apresentada originalmente nos Estados Unidos pela
rede CBS, entre 15 de setembro de 1965 à 6 de março de 1968, num total de
83 episódios, em 3 temporadas. A duração de cada episódios era de
aproximadamente de 60 minutos.
Todo o primeiro ano do seriado foi feito em preto e branco porque o
estúdio não queria gastar demais. A família Robinson enfrentava seres
espaciais, ameaças alienígenas, além das encrencas criadas pelo Dr. Smith.
Tal qual a maior parte dos seriados da época, as histórias terminavam
antes do epílogo e no final começava uma outra história que dava gancho
para o próximo episódio, uma forma de segurar o espectador. A fórmula deu
certo e a receptividade de Perdidos
no Espaço foi superior ao esperado
pelos produtores.
Com o sucesso, a segunda e a terceira temporada foram produzidas em cores.
Neste período, os integrantes da família Robinson deixaram de ser o centro
das atenções e todo o enfoque passou para os bizarros seres espaciais e, é
claro, o trio Smith-Will-Robô. No geral, as histórias ficavam no seguinte
esquema: O Dr. Smith arrumava um plano que evidentemente botava em risco
toda a família, o menino Will, embora alertado pelo pai para não
desobedecê-lo, acabava cedendo aos falsos argumentos do Dr Smith e se dava
mal, e o robô acabava entrando no rolo porque, apesar de alertar para o
perigo da situação, não era ouvido por ninguém. Além disso, era sempre
desligado por Smith depois de ser chamado histericamente de "lata de
sardinha enferrujada".
A História.
Baseada na história da Família Robinson, do romance "The Swiss Family
Robinson", Perdidos
no Espaço se passa em 1997 quando a Terra já estava superpovoada e novos mundos deveriam ser colonizados. A família Robinson
foi
a escolhida para uma viagem com duração prevista de 68 anos. Na nave
Júpiter II, partiram o professor de astrofísica John Robinson, sua
esposa Maureen Robinson e seus filhos Judy e Penny, e o menino-prodígio Will.
Pilotando a nave estava o major Don West, um tampinha metido à valente.
Os
membros da família ficariam congelados até chegar ao destino se os planos
não tivesse sido alterados pelo maligno espião Dr. Smith, que entrou escondido na Jupiter 2 para sabotar a missão. Ele reprogramou o robô dos Robinson para
destruir a família e a nave. O tiro saiu pela culatra e Smith acabou ficando
preso dentro da nave que partiu rumo ao espaço com ele a bordo. O peso
extra do intruso faz a Júpiter 2 sair do curso estabelecido inicialmente e
ir em direção a uma chuva de meteoros. Com uma tragédia prestes a
acontecer, o Dr Smith, no intuito de salvar a própria pele, descongelou o
major West para que ele desse um jeito na situação. Mas era tarde. A família
Robinson, foi reanimada e se viu totalmente fora do rumo previsto, ou seja,
perdida no espaço, procurando o caminho de volta à Terra.
Bastidores.
O
episódio piloto da série Perdidos no Espaço foi chamado de "No
Place to Ride" mostrava somente a família Robinson e o major West, a nave
não se chamava Júpiter II, mas sim Gemini 12, que se perdiam no espaço na
procura de um novo planeta habitável para a humanidade. Este episódio
nunca foi apresentado pois ele foi arquivado após a uma interferência do
coordenador Tony Wilson que achou melhor incorporar um vilão e um robô
inspirado num filme chamado O Planeta Proibido (The Forbidden Planet) de
1959 e que também fez uma participação num dos episódios de Viagem ao
Fundo do Mar, outra produção de Irwin Allen, transformando assim o
primeiro episódio em também um piloto da série.
Embora poucos soubessem ou talvez não se preocupassem com isso, o robô da
série, talvez o mais famoso robô já criado até hoje, principalmente por
seu alarmante sinal de "Perigo! Perigo!" - uma marca registrada - era
interpretado por um ator fixo: Bob May, o único que não tinha seu nome
estampado nos créditos iniciais. May tinha a árdua tarefa de ficar
camuflado debaixo de uma pesada roupa durante toda a gravação. O figurino
do robô de Perdidos no Espaço foi criado por Robert Kinoshita. Além de
ficar com as pernas presas e dar passos pequenos para que o robô parecesse
deslizar sobre a superfície, May tinha que ficar meio encurvado para poder
ver o caminho por onde deveria passar. A placa na parte superior, que
acendia toda a vez que o robô falava, era a mesma que servia de "visor"
para o ator ver com quem estava contracenando. Inclusive, a própria luz
piscante era acionada por Bob May de dentro da carcaça, sincronizando com
a fala do robô. Embora o ator fosse obrigado a decorar todas falas e
participar das cenas, era outro ator quem dublava o robô na edição final.
O apresentador de programas de rádio, Dick Tufeld, fazia a voz metálica da
máquina.
A
série foi considerado na época como uma das mais caras da história da
televisão. Cada episódio foi calculado em torno de $400,000, uma soma
grandiosa em se tratando da década de 60. Na época surgiram até rumores
que, caso a série não se fosse um sucesso, fatalmente a CBS quebraria com
todo esse gasto na produção, o que felizmente não aconteceu.
A música tema para a abertura e os créditos foram compostas por John
Williams, que foram substituídas na terceira temporada por outra composição
composta também por Williams, tendo um tempo de ação bem mais excitante.
Também participaram outros grandes compositores como Alexander Courage, que
contribui com seis canções. Somente no episódio "No Place to Hide", que
nunca foi ao ar, a música tema de abertura foi emprestada de um filme
clássico de 1951 chamada "The Day the Earth Stood Still".
No Brasil.
No Brasil o seriado estreou em 1966 na TV Record nos fins de tarde dos
domingos. Após 4 anos na Record a série passou a ser exibida na Rede Globo
onde ficou diariamente até 1977. A série foi então para a Tv Tupi e no
início da década de 1980 foi exibida pela Rede Bandeirantes. Em 1988
Perdidos no Espaço figurou na programação da TV Gazeta de São Paulo. O
seriado voltou a programação da Tv Record 1990 no "Manhã de Aventura"
quando se despediu da Tv aberta e passou em algumas emissoras à cabo.
A dublagem brasileira
do seriado, realizada pela Companhia Arte Industrial Cinematográfica - São
Paulo (AIC) é uma das mais lembradas até hoje, devido ao excelente
trabalho realizado por profissionais como
Helena Samara, Borges de Barros e Gilberto Baroli.
O Filme.
Perdidos no Espaço virou filme e foi levado às telas grandes em 1998 sem lembrar em
quase nada o antigo seriado, a não ser pelos nomes dos personagens.
Dirigido por
Stephen Hopkins, o filme começa na segunda metada do século XXI, quando as
fontes de energia de origem fóssil estão para serem esgotadas. Na
tentativa de salvar a raça humana os cientistas construíram um portal que
permite que a viagem na velocidade da luz possa ser possível, mas só se
existir um outro portal para receber os viajantes. Com isso, um cientista
(William Hurt) e sua família são escolhidos para viajar em velocidade
normal até o local onde o segundo portal deve ser construído, numa viagem
que durará dez anos e onde os tripulantes ficarão criogenicamente
congelados até chegarem em Alpha Prime, o único planeta habitável
conhecido. Porém, um outro cientista (Gary Oldman) sabota a espaçonave
para que um robô mate os tripulantes dezesseis dias após a partida, mas
acaba sendo vítima da própria trama, pois ele é traído por seus comparsas
e fica preso na nave. Assim, colabora com os demais tripulantes para poder
salvar a si mesmo, mas quando a espaçonave é atraída para o sol em virtude
do forte campo gravitacional a chance deles sobreviverem é ativarem a
hiper velocidade, mas sem um portal do outro lado são arremessados a lugar
desconhecido do
espaço sideral.
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Elenco
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Dubladores Brasileiros
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Guy Williams .... John
June Lockhart .... Maureen
Mark Goddard .... Don West
Marta Kristen .... Judy
Billy Mumy .... Will
Angela Cartwright .... Penny
Jonathan Harris .... Doutor Smith
Amaury Costa.... Robô B-9
Bob May .... Robô B-9 (Voz) |
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AIC - São Paulo:
Astrogildo Filho .... John
(1ª voz)
Rebello Neto .... John
Helena Samara .... Maureen
Ary de Toledo .... Don West
Neuza Maria .... Judy
(1ª voz)
Áurea Maria .... Judy
Magali Sanches .... Will
(1ª voz)
Maria Inês .... Will
Cristina Camargo .... Penny
(1ª voz)
Aliomar de Mattos .... Penny
Borges de Barros .... Doutor Smith
José Soares .... Robô B-9
(1ª voz)
Jorge Ramos .... Robô B-9
(2ª voz)
Amaury Costa .... Robô B-9
(3ª voz)
Gilberto Baroli .... Robô B-9
(4ª voz)
Ibrahim Barchini .... Narrador
(1ª voz)
Carlos Alberto Vaccari .... Narrador
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