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Direção: Stanley Donen.
R
oteiro: Alan Jay Lerner.

Ano de Produção: 1974.
Cores.
Companhias Produtoras: 
Paramount Pictures.

 

 

As crianças de década de 1970 e 1980 com certeza já devem ter parado um dia em frente à Tv para assistir a rica fábula de O Pequeno Príncipe - Um Farol na Escuridão (The Little Prince), lançada em 1974 pela Paramount Pictures. O roteiro de Alan Jay Lerner foi baseado no livro homônimo, escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry um ano antes de sua morte, em 1944. Piloto de avião durante a Segunda Grande Guerra, o autor se fez o narrador da história.

O Pequeno Príncipe esteve muitas vezes na Sessão da Tarde, por isso tornou-se um filme amado por muitas gerações aqui no Brasil, já que embalou a fantasia das crianças ao longo dos anos. Diante da crítica, O Pequeno Príncipe não teve tanta sorte, foi malhado por esta que o considera um triste desastre para o excelente diretor Stanley Donen, que o mal concebeu desde o início do projeto.

A história gira em torno do piloto da Segunda Guerra (Richard Kiley), que começa sua aventura no deserto depois de uma pane no meio do Saara. Certa manhã, é acordado pelo Pequeno Príncipe (Steven Warner), que lhe pede: "Desenha-me um carneiro"? É aí que começa o relato das fantasias de uma criança como as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade. O principezinho havia deixado seu pequeno planeta, onde vivia apenas com uma rosa vaidosa e orgulhosa. Em suas andanças pela Galáxia, conheceu uma série de personagens inusitados – talvez não tão inusitados para as crianças!

Um rei (Joss Ackland) pensava que todos eram seus súditos, apesar de não haver ninguém por perto. Um homem de negócios (Clive Revill) se dizia muito sério e ocupado, mas não tinha tempo para sonhar. Um bêbado se embriagava para esquecer a vergonha que sentia por beber. Um geógrafo (Victor Spinetti) se dizia sábio mas não sabia nada da geografia do seu próprio país. Assim, cada personagem mostra o quanto as “pessoas grandes” se preocupam com coisas inúteis e não dão valor ao que merece. Isso tudo pode ser traduzido por uma frase da raposa –brilhantemente interpretada por Gene Wilder – que ensina ao menino de cabelos dourados o segredo do amor: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Os destaques do filme ficam por conta da presença, sempre marcante, do comediante Gene Wilder, que aqui faz uma raposa tão enigmática quanto o seu personagem Willy Wonka; da dança muito bem coreografada de Bob Fosse como a Cobra, aliás Bob já era um grande dançarino da Broadway antes mesmo de dar as caras em seu primeiro filme (Dá-me Um Beijo, 1953). As canções de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe dão um toque mágico ao filme e conseguiram uma indicação ao Oscar com “Little Prince”.

 

Elenco


 

Dubladores Brasileiros


     

Richard Kiley .... Piloto
Steven Warner .... Pequeno Príncipe
Bob Fosse .... Cobra
Gene Wilder .... Raposa
Joss Ackland .... Rei
Clive Revill .... Homem de Negócios
Donna McKechnie .... Rosa
Victor Spinetti .... Historiador
Graham Crowden .... General

  Adalmária Mesquita .... Pequeno Príncipe