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Virtualmente uma instituição, O Mágico de Oz é uma grande fantasia
musical extraída do clássico infantil de L. Frank Baum, repleto de cores,
simbolismo e números musicais inesquecíveis, dessa forma o filme tem um
encanto único que jamais será desfeito. Judy Garland sempre será Dorothy,
a garotinha transportada por mágica à terra de Oz, tentando voltar pra
casa e escapar da bruxa malvada. É difícil imaginar hoje em dia o impacto
que este clássico de fantasia deve ter provocado num mundo que escorregava
para guerra. Garland se tornou uma lenda aos 16
anos. Bolger, Haley e Lahr foram imortalizados como seus companheiros
sofredores.
Acredito que o que transformou O Mágico de Oz num marco da
indústria cinematográfica é que tudo nele funciona muito bem e acaba
agradando crianças de todas as idades. Suas cores em technicolor no mundo
de Oz vibram na tela e trazem mais alegria que o retorno da pequena
Dorothy para casa. A canção "Over the Rainbow" é docemente interpretada
por Garland numa das cenas mais conhecidas da história do cinema.
Ironicamente, esta cena quase foi eliminada porque os executivos acharam
que era muito sofisticada para ser entendida por crianças. Todas as
qualidades do filme superam a dublagem e alguns efeitos visuais um pouco
ultrapassados. O filme é perturbador, excêntrico, fantasmagórico e
positivo.
O Mágico de Oz narra a história da garotinha Dorothy que sonha
em conhecer um mundo além do arco-íris, onde fadas e bruxas convivessem
como num livro. No meio de um tornado seu sonho se torna realidade, sua
casa é levada para a Terra de Oz, mas a única coisa que a amedrontada
Dorothy quer agora é voltar para casa e segue o caminho das pedras
amarelas em busca do mágico que possa ajudá-la a
regressar. No caminho encontra um espantalho que quer um cerébro, um homem
de lata que quer um coração e um Leão covarde que almeja ser corajoso,
todos descobrem que não precisam de nada daquilo, pois as virtudes que têm
é muito mais do que imaginavam.
Foram cinco diretores ao todo nas filmagens de O Mágico de Oz, mas
Victor Fleming foi único a receber o crédito. Richard Thorpe, veterano
autor de filmes "B" foi a primeira escolha da Metro, e com apenas 12 dias
de filmagem foi dispensado. Nenhuma das cenas que comandou foi aproveitada
na versão final.
George Cukor foi o segundo diretor contratado e ficou menos tempo ainda.
Durante três dias ele fez testes para tomadas, saindo para dar lugar a
Fleming. Porém, a contribuição de Cukor foi valiosa, pois ele instruiu Judy Garland a não copiar o estilo de Shirley Temple, como queriam inicialmente
os produtores, e buscar sua própria forma de interpretar.
Fleming dirigiu a maioria das seqüências, durante os quatro meses
seguintes, antes de sair para, novamente, substituir Cukor, desta vez nas
filmagens de ...E o Vento Levou. Segundo alguns jornais da época,
Fleming havia assumido O Mágico de Oz com relutância, tendo
aceitado a tarefa apenas para agradar sua filha pequena.
A produção foi dispendiosa e complicada. Foram utilizados quase 70 sets de
filmagem com diferentes esquemas de iluminação e padrão de cores, mas tudo
valeu a pena, o resultado foi um filme com frases ainda hoje lembradas,
cenas até hoje homenageadas e letras até hoje cantadas.
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Elenco
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Dubladores Brasileiros
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Dublagem Original |
Judy
Garland .... Dorothy Gale
Frank Morgan .... Prof. Marvel / Mágico de Oz / Guarda de Oz /
Porteiro da Cidade de Esmeraldas
Ray Bolger .... Hunk / Espantalho
Bert Lahr .... Zeke / Leão
Jack Haley .... Hickory / Homem de Lata
Billie Burke .... Glinda
Margaret Hamilton .... Srta. Gulch / Bruxa Má do Oeste
Charley Grapewin .... Tio Henry
Pat Walshe .... Nikko
Clara Blandick .... Tia Em |
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Fátima
Mourão .... Dorothy Gale
Ionei Silva .... Prof. Marvel / Mágico de Oz / Guarda de Oz / Porteiro
da Cidade de Esmeraldas
André Filho .... Huck / Espantalho
André Luís Chapéu .... Zeke / Leão
José Santacruz .... Hickory / Homem de Lata
Sumara Louise .... Glinda
Mara Di Carlo .... Miss Gulch / Bruxa Má do Oeste
Helena Samara .... Tia Em
Júlio Chaves .... Locutor do texto inicial |
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