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Morreu hoje aos 90 anos, o artista circense George Savalla Gomes, o
Carequinha, em sua casa, em São Gonçalo, no Rio. A causa da morte foi
infarto agudo do miocárdio. Segundo sua família, Carequinha passou mal
durante a madrugada, com dores no peito e dificuldades para respirar, e
morreu antes de ser levado a um hospital.
Carequinha passou por várias internações hospitalares nos últimos tempos.
Em janeiro, ele foi submetido a uma cirurgia para corrigir um problema
(estreitamento) na uretra. Já em novembro de 2005, o artista chegou a ficar
internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em um hospital no Rio por um
mês, para tratar um quadro de desidratação, pneumonia e anemia. Durante a
internação no Rio, foi detectada uma insuficiência renal crônica, também
controlada.
Nascido em Rio Bonito (interior do Rio de Janeiro) em 1915 e membro de
uma família circense, George começou a carreira artística aos cinco anos
quando foi levado ao picadeiro pela primeira vez pelo segundo marido da sua
mãe, já que perdeu o pai quando tinha dois anos.
Em 1938, Carequinha estreou como cantor na Rádio Mayrink Veiga, no Rio de
Janeiro. No início dos anos 50 passou a trabalhar na TV Tupi apresentando o
Circo Bombril, o
qual comandou por 16 anos nas décadas de 1950 e 1960, se transformando no
primeiro palhaço da televisão brasileira. Carequinha foi o palhaço mais
popular do Brasil no século passado: gravou 26 discos, protagonizou alguns
filmes e deu seu nome a vários produtos infantis.
Em julho de 2005, a gravadora EMI Music lançou o CD "Carequinha - 90 Anos
de Espetáculo" para comemorar os 90 anos do artista e seus 85 anos de
carreira. Entre seus principais sucessos está a canção "O Bom Menino" (o bom
menino não faz pipi na cama / o bom menino não faz malcriação).
Carequinha deixa cinco filhos, netos e bisnetos.
O prefeito de Juiz de Fora, Carlos Alberto Bejani, 55, decretou três dias
de luto oficial.
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15/10/2005
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