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O Desenho.
O
desenho do Namor lançado em 1966 era mais uma animação dos
estúdios Grantray-Lawrence Animation para o programa
Clube da Marvel
Shell ("Marvel Super Heroes Show”) que contou apenas com 13
episódios.
Era bem simples e barata. Resumia-se em adaptar histórias já escritas para
os quadrinhos, retratadas em uma animação congelada dos personagens, dos
quais só se moviam os lábios e os olhos. Sem mencionar o fato de que
várias cenas eram reutilizadas inúmeras vezes. Os personagens eram
literalmente retirados dos quadrinhos, através do processo de xilografia,
que transfere a imagem dos quadrinhos diretamente para a celulóide (alguém
se lembra dos transfers dos anos 70 e 80 que vinham de brinde nas gomas de
mascar?).
A produção ficou a cargo de Steve Krantz e Bob Lawrence, da Grantra
Lawrence/Krantz Films, associados a Stan Lee que trabalhou na reutilização
das histórias em quadrinhos desses heróis para telinha. A
reutilização das ilustrações só não ocorreram no
caso do Namor, pois suas histórias em quadrinhos ainda não tinham material
suficiente para ilustrar um desenho animado. Com isso, uma equipe de
desenhistas e argumentistas foi convocada, entre eles Doug Wildey (criador
de
Jonny
Quest) e Alex Toth
(criador do
Space
Ghost).
A Historia.
Namor apareceu no mundo da superfície para
atacar a humanidade. Ele lutava para proteger sua raça das agressões dos
humanos. Por isso, enfrentou várias vezes heróis como o Tocha Humana. Com
o tempo, Namor começou a perceber que nem todos os humanos eram malignos.
Ele próprio é um híbrido. Sua mãe é uma atlante e seu pai era o
explorador chamado Leonard McKenzie. Apesar de sua ira contra os humanos ter se
arrefecido, Namor foi condenado à morte pela corte dos EUA, por ter matado
vários policiais em uma de suas primeiras investidas contra os humanos. A
policial Betty Dean foi a responsável pelo cancelamento da pena. Namor é
membro da nobreza da Atlântida, o reino submarino. Nos anos 40, ainda
tinha o título de Príncipe, e depois tornou-se o monarca supremo da
Atlântida.
As aventuras de Namor, na maioria das vezes,
acontecem nas águas profundas, defendendo a vida marinha do vilão Atuma.
Algumas vezes o herói é obrigado a vir até a superfície e, disfarçado,
anda entre os terrestres. Quando não esta envolvido com algum tipo de
perigo que represente um distúrbio da paz em Atlântida, ele fica em seu
palácio acompanhado de sua amada Lady Dorma.
No
Brasil.
O
desenho estreou no Brasil em 1967 juntamente com as revistas em
quadrinhos da Editora EBAL, como estratégia de uma grande campanha
publicitária da companhia Shell, que distribuía exemplares das revistas
gratuitamente nos postos de gasolina.
A abertura do desenho do Namor no
Brasil, era exclusiva. Os desenhos, por aqui tiveram 3 dublagens, sendo a
primeira a mais cultuada, pois tinha as músicas de abertura dubladas
pelo grupo MPB4.
Quando os Heróis Marvel retornaram à TV, em 1975 (Tupi), a abertura
brasileira não entrava mais no ar, pois havia se perdido nos arquivos. Assim,
Namor passou a ir ao ar com a
abertura original em inglês. Em compensação, em 1982, na redublagem, outra letra para a abertura do
herói foi composta.
Mesmo com essa quase-animação os desenhos
fizeram bastante sucesso no Brasil, com os episódios exibidos também em
dois programas muito conhecidos no passado, o programa do
Clube
do Capitão Aza e o
Pullman Júnior.
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Dubladores Originais
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Dubladores Brasileiros
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John Vernon ....
Namor |
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Léo
Batista .... Narrador
Garcia Jr .... Namor
Dario Lourenço .... Posseidon
Gualter França .... Atuma |
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