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Trilha sonora do especial |
Abertura
A arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair
Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais
Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista....
O Pintinho
As Frenéticas
Pintinho novo
Pintinho tonto
Não estás no ponto
Volta para o ovo
Eu não me calo
Falo de novo
Não banque o galo
Volta para o ovo
A tia raposa
Não marca tpuca
Tá so te olhando
Com água na boca
E se ligeiro você escapar
Tem um granjeiro
Que vai te adotar
O meu ovo tá estreitinho
Já me sinto um galetinho
Já posso sair sozinho
Eu já sou dono de mim
Vou ciscar pela cidade
Grão-de-bico em quantidade
Muito milho e liberdade
Por fim
Pintinho raro
Pintinho novo
Tá tudo caro
Volta para o ovo
E o tempo inteiro
Terás pintinho
Um cozinheiro
No teu caminho
Por isso eu te digo
E falo de novo
Pintinho amigo
Então volta para o ovo
Se de repente você escapar
Num forno quente você vai parar
Gosto muito dessa vida
Ensopada ou cozida
Até assada é divertida
Com salada e aipim
Tudo é lindo e a vida é bela
Mesmo sendo à cabidela
Pois será numa panela
Meu fim
Por isso eu digo
E falo de novo
Pintinho amigo
Então volta para o ovo
E se ligeiro
Você escapar
Tem um granjeiro que vai te adotar
O Peru
Elba Ramalho
Glu! Glu! Glu!
Abram alas para o peru!
Glu! Glu! Glu!
Abram alas para o peru!
O peru foi a passeio
Pensando que era pavão
Tico-tico riu-se tanto
Que morreu de congestão
O peru dança de roda
Numa roda de carvão
Quando acaba fica tonto
De quase cair no chão
Glu! Glu! Glu!
Abram alas para o peru!
Glu! Glu! Glu!
Abram alas para o peru!
O peru se viu um dia
Nas águas do ribeirão
Foi-se olhando, foi dizendo
Que beleza de pavão
Foi dormir, teve um sonho
Logo que o sol se escondeu
que sua cauda tinha cores
Como a desse amigo seu
A Formiga
Clara Nunes
As coisas devem ser bem grandes
Pra formiga pequenina
a rosa, um lindo palácio
E o espinho, uma espada fina
A gota d'água, um manso lago
O pingo de chuva, um mar
Onde um pauzinho boiando
É navio a navegar
O bico de pão o Corcovado
O grilo, um rinoceronte
Uns grãos de sal derramados
Ovelhinhas pelo monte
Cachorrinha
Tom Jobim
Mas que amor de cahorrinha!
Mas que amor de cachorrinha!
Pode haver coisa no mundo
Mais branca, mais bonitinha
Do que a tua bariguinha
Crivada de mamiquinha ?
Pode haver coisa no mundo
Mais travessa, mais tontinha
Quando vem fazer festinha
Remexendo a traseirinha ?
uau, uau, uau, uau!
uau, uau, uau, uau!
O Leão
Fagner
Leão ! Leão ! Leão !
Rugindo como um trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês
Leão ! Leão ! Leão !
És o rei da criação
Tua goela é uma fornalha
Teu salto uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda
Leão longe, leão perto
Nas areias do deserto
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro
Leão ! Leão ! Leão !
És o rei da criação
Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna
Leão ! Leão ! Leão !
Foi Deus quem te fez ou não !
Leão ! Leão ! Leão !
És o rei da criação!
O salto do tigre é rápido
Como o raio, mas não há
Tigre no mundo que escape
Do salto que o leão dá
Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte
Pois bem, se ele vê o leão
Foge como um furacão
Leão ! Leão ! Leão !
És o rei da criação
Leão ! Leão ! Leão !
Foi Deus quem te fez ou não?
Leão se esgueirando à espera
da passagem de outra fera...
Vem um tigre, como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranquilo
O leão fica olhando aquilo
Quando se cansam, O Leão
Mata um com cada mão
Leão ! Leão ! Leão !
Foi Deus quem te fez ou não?
Leão ! Leão ! Leão !
Rugindo como um trovão.....
O Ar (O Vento)
Boca Livre
Estou vivo, mas não tenho corpo
Por isso é que eu não tenho forma
Peso eu também não tenho
Não tenho cor
Quando sou fraco
Me chamo brisa
E se assobio
Isso é comum
Quando sou forte
Me chamo vento
Quando sou cheiro
Me chamo pum!
A Galinha D'Angola
Ney Matogrosso
Coitada,coitadinha
Da galinha d'angola
Não anda ultimamente
Regulando da bola
Ela vende confusão
E compra briga
Gosta muito de fofoca
E adora intriga
Fala tanto
Que parece que engoliu uma matraca
E vive reclamando
Que está fraca
Tou fraca! Tou fraca!
Tou fraca! Tou fraca! Tou fraca!
Coitada,coitadinha
Da galinha d'angola
Não anda ultimamente
Regulando da bola
Come tanto
Até ter dor de barriga
Ela é uma bagunceira
De uma figa
Quando choca, cocoroca
Como milho e come caca
E vive reclamando
Que está fraca
Tou fraca! Tou fraca!
Tou fraca! Tou fraca! Tou fraca!
Os Bichinhos e o Homem
Céu da Boca
Nossa irmã, a mosca
É feia e tosca
Nosso irmão, o mosquito
É mais bonito
É mais bonito
Nosso irmão, o besouro
É feito de couro
Mal sabe voar
Mal sabe voar
Nossa irmã, a barata
Bichinha mais chata
É prima da borboleta
Que ma careta
Que é uma careta
Enquanto que ogrilo
Que vvie dando estrilo
Só pra chatear
Só pra chatear
E o bicho-do-pé
Que gostoso que ele é
Quando dá coceira
Coça que não é brincadeira
E nosso irmão carrapato
Que é um outro bicho chato
É primo-irmão do bacilo
Que é um irmão tranqüilo
Que é um irmão tranqüilo
E o homem que pensa tudo saber
Não sabe o jantar que os bichinhos vão ter
Quando os eu dia chegar
Quando o seu dia chegar
O Pingüim
Toquinho
Bom dia, pingüim
Onde vais assim
Com ar apressado?
Eu não sou malvado
Não fique assustado
Com medo de mim
Eu só gostaria
de dar um tapinha
No seu chapéu jaca
Ou bem de levinho
Puxar o rabinho
Da sua casaca
Quando você caminha
Parece o Chacrinha
Lelé da caixola
è um velho senhor
Que foi meu professor
No meu tempo de escola
Pingüim, meu amigo
Não zangue comigo
Nem perca a estribeira
Não me pergunte por quê
Mas todos põem você
Em cima da geladeira
O Girassol
Jane Duboc
Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel
Fica um gentil
Carrossel
Roda, roda, roda
Carrossel
Roda, roda, roda
Rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor
Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel
Fica um gentil
Carrossel
Roda, roda, roda
Carrossel
Gira, gira, gira
Girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol
O Porquinho
Grande Otelo
Muito prazer, sou o porquinho
Eu te alimento também
Meu couro bem tostadinho
Quem é que não sabe o sabor que tem
Se você cresce um pouquinho
O mérito, eu sei
Cabe a mim também
Se quiser, me chame
Te darei salame
E a mortadela
Branca, rosa e bela
Num pãozinho quente
Continuando o assunto
Te darei presunto
E na feijoada
Mesmo requentada
Agrado a toda gente
Sendo um porquinho informado
O meu destino bem sei
Depois de estar bem tostado
Fritinho ou assado
Eu partirei
Com a tia vaca do lado
Vestida de anjinho
Pro céu voarei
De rabo ao focinho
Sou todo tocinho
Bota malagueta
Em minha costeleta
Numa gordurinha
Que coisa maluca
Minha pururuca
É uma beleza
Minha calabresa
No azeite fritinha
O Filho
Que Eu Quero
Ter
Paulinho da Viola
É comum a gente sonhar, eu sei
Quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar
Com o pranto a me correr
E assim, chorando, acalentar
O filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho
Dorme, que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem
De repente o vejo se transformar
Num menino igual a mim
Que vem correndo em beijar
Quando eu chegar lá de onde eu vim
Um menino sempre a me perguntar
Um por quê que não tem fim
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim
Dorme, menino levado
Dorme, que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem
Quando a vida, enfim, me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Senti-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz, a me embalar
Num acalanto de adeus
Dorme, meu pai, sem cuidado
Dorme, que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter
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