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O
Desenho.
O
desenho do Incrível Hulk lançado em 1966 era mais uma animação dos
estúdios Grantray-Lawrence Animation para o programa
Clube da Marvel
Shell ("Marvel Super Heroes Show”) que contou apenas com 13
episódios.
A animação era muito precária e os desenhos eram extraídos diretamente das
revistas, quase sem adaptação. A eles, acrescia-se apenas o essencial para
que se classificassem como animações. Os roteiros, bem como as falas e o
narrador eram transpostos tal qual as páginas dos gibis.
A
História.
Em
O Incrível Hulk temos um mostrengo falastrão de meros dois metros de
altura, que sequer rasga as roupas direito ao se transformar. No piloto,
ele ainda usa sapatos, só pra termos uma idéia. Sem falar naquele
datadíssimo clima de guerra fria que só os anos 60 podiam proporcionar.
No desenho, Banner era um cientista do
exército americano que pesquisava a radiação gama. Durante o teste da
bomba gama, Banner viu um adolescente, Rick Jones, entrar distraidamente
na área da explosão. Ao tentar salvá-lo, Bruce Banner foi atingido pela
radiação, e seu corpo foi afetado. A partir daí, cada vez que Banner
passa por uma emoção muito forte, transforma-se no Hulk, um ser
irracional, com pela verde, super-forte e agressivo.
A explicação para o que a radiação gama fez a
Banner são os fatos dramáticos de sua infância. Seu pai trabalhou
durante anos em pesquisas e começou a ficar louco. Passou a
acreditar que, em razão do seu contato com radiação, seu filho só
poderia ser um monstro. Então maltratava a criança e acabou ferindo
mortalmente a própria esposa, mãe de Bruce. O menino ainda foi vítima
das outras crianças que o consideravam um fraco. Assim, Hulk seria uma
combinação dos raios gamas com o ódio e a dor que Banner tinha passado a
vida se escondendo.
Enquanto
Banner era respeitado, Hulk era perseguido pelo exército
incansavelmente, principalmente pelo General Ross, pai da namorada de
Bruce. Durante muito tempo Banner viveu como fugitivo, até seu corpo ser
separado do Hulk.
Entre os vilões
vistos nessa produção estavam o Líder, Górgona, Tyranus, O Senhor dos
Metais, Bumerangue e O Fantasma Espacial.
No Brasil.
O
desenho estreou no Brasil em 1967 juntamente com as revistas em
quadrinhos da Editora EBAL, como estratégia de uma grande campanha
publicitária da companhia Shell, que distribuía exemplares das revistas
gratuitamente nos postos de gasolina.
O curioso, é que na
primeira dublagem do desenho, o
amigo
do verdão, Rick Jones, teve seu nome "abrasileirado" para um simpático "Ricardinho".
Nosso herói ainda apareceu como convidado especial também num dos
episódios da série de
Thor, que é do mesmo "balaio" Marvel..
Quando os Heróis Marvel retornaram à TV, em 1975 (Tupi), a abertura
brasileira não entrava mais no ar, pois havia se perdido nos arquivos. Assim,
Thor passou a ir ao ar com a
abertura original em inglês. Em compensação, em 1982, na redublagem, outra letra para a abertura do
herói foi composta.
Mesmo com essa quase-animação os desenhos
fizeram bastante sucesso no Brasil, com os episódios exibidos também em
dois programas muito conhecidos no passado, o programa do
Clube
do Capitão Aza e o
Pullman Júnior.
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Dubladores Originais
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Dubladores Brasileiros
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Bernard
Cowan .... Hulk
Peg Dixon .... Betty Ross
John Vernon .... Major Talbot |
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Léo
Batista .... Narrador
Newton da Matta .... Hulk
Cleonir dos Santos .... Ricardinho
Gualter França .... Major Talbot |
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