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Emissora: ABC.

Emissora no Brasil: Rede Manchete.
Ano de Produção: de 1978 a 1979 (24 episódios).

Cores.
Companhias Produtoras: Glen A. Larson Productions e Universal TV.

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Galactica - Astronave De Combate

 

 

A série Galáctica  foi criada aproveitando o incrível sucesso que Star Wars fazia na época, estreando nos Estados Unidos em setembro de 1978. A série inspirava-se em Erick Von Daniken (Eram os deuses astronautas), que dizia que deuses e povos antigos nada mais eram que seres de outro planeta. As personagens tinham nomes de divindades e constelações, bem como os capacetes dos pilotos copiavam o sarcófago de ouro de Tutancamon.

A história começava com uma conferência de paz entre humanos e cilônios numa galáxia distante. Originalmente répteis, os tais alienígenas eram agora uma raça de máquinas, com quem os humanos lutavam havia muito tempo.

Tudo não passava de uma cilada. No meio da festa, que marcava o desarmamento de ambos os lados, os cilônios surpreenderam os humanos e destruíram a maior parte da frota. Com 5 mil tripulantes cada uma, mais de 1600 metros de comprimento, dezenas de canhões laser, mísseis termonucleares e 75 caças Viper a bordo, as astronaves eram a base da defesa humana. Na confusão, apenas uma delas escapou, a Galáctica, do Comandante Adama, que passa a ser responsável pela defesa dos poucos humanos que restaram nas doze colônias.

Sem possibilidade de voltar aos planetas que ocupavam antes, os sobreviventes se reúnem sob a proteção da Galáctica e o comboio parte em busca de uma lendária décima terceira colônia. Ou seja, além do aquecimento global e da poluição, ainda vamos ter de hospedar parentes distantes.

Aqui no Brasil, o piloto foi exibido nos cinemas como um longa-metragem. Por isso, quando o programa estreou na Globo, todo mundo pensou que o filme havia virado série. Ao todo, existem doze versões do piloto exibidas na TV, no cinema, lançadas em VHS, LD e DVD nos EUA, Canadá e Europa.

Galáctica foi um sucesso de audiência, ficando entre os 30 seriados mais assistidos nos Estados Unidos. No entanto, isso não impediu que fosse cancelada. Hoje, dizem que o motivo foi o alto custo de produção. Afinal, se séries são caras, as de ficção-científica são ainda mais, exigindo cenários, modelos (foram produzidos mais de 40) e efeitos especiais aos montes (supervisionados por John Dikstra, recém saído de Star Wars); o que, no final, aumenta a má vontade dos executivos para com o gênero. Só o piloto de Galáctica custou 3 milhões de dólares, o mais caro de toda a história da TV até então. Ninguém imaginava que, um dia, James Cameron torraria 10 milhões no piloto de Dark Angel. Há quem diga que cada episódio custava um milhão de dólares (o mesmo que 3 milhões de hoje), enquanto outros garantem que não chegava a 750 mil. De um jeito ou de outro, era muito dinheiro.

Outros problemas, entretanto, também interferiram. Para começar, o plano original era de uma mini-série de sete horas, algo muito diferente da produção de 22 episódios semanais de uma hora. A mudança transformou todo o calendário de produção num pesadelo. Além disso, a idéia de um grupo de sobreviventes fugindo por sete horas é muito boa. Manter essa fuga por várias temporadas é muito mais difícil. Para piorar, a produção foi processada pela Fox, alegando problemas de direito autoral em relação à novelização de Star Wars.

Para cortar os custos, a segunda temporada veio como o nome de Galáctica 80, só com Lorne Greene e um bando de novatos. O espaço foi substituído por ruas e prédios normais, já que a série passou a mostrar o que acontecia após a chegada dos aliens na Terra. A manobra pode ter sido muito boa para o orçamento, mas não enganou o público, que rejeitou esse arremedo de continuação, e tudo chegou ao fim em maio de 1980, após dez tristes episódios.

Com o cancelamento, Richard Hatch, que, no início, teve medo de fazer um “Star Wars para TV”, assumiu a liderança para tentar trazer Galáctica de volta. Para tanto, apareceu em convenções, escreveu livros e produziu um trailer chamado "Battlestar Galactica – The Second Coming". Toda essa dedicação acabou gerando problemas com o dono da série, o produtor Glen Larson, mas nada abalou Richard e seus seguidores. 

 

Elenco


 

Dubladores Brasileiros


     
Lorne Greene .... Adama
Richard Hatch .... Apollo
Dirk Benedict .... Starbuck
Herb Jefferson Jr. .... Boomer
Terry Carter .... Tigh
Tony Swartz .... Jolly
George Murdock .... Salik
John Dullaghan .... Wilker
Jack Stauffer .... Bojay
James Callis .... Gaius Baltar
Patrick Macnee .... Count Iblis 
  Francisco Turelli .... Apollo
Carlos Marques .... Starbuck
Mauricio Barroso .... Boomer
Márcio Seixas .... Tigh
Julio César .... Jolly
Sílvio Navas .... Salik
Ayrton Cardoso .... Wilker
Marcos Miranda .... Bojay
Eduardo Dascar .... Gaius Baltar
José Santa Cruz .... Count Iblis