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O Personagem.
Acredita-se que Felix tenha sido criado em
1919 pelo cartunista Otto Messmer, apesar do produtor cinematográfico e
também cartunista australiano Pat Sullivan, que detinha os direitos autorais
sobre o desenho, se dissesse o criador do gato.
Tudo pode ter começado em 9 de novembro de
1919, quando um personagem muito parecido com o Gato Felix de nome Master
Tom, foi feito no estúdio de Pat Sullivan, com direção do caricaturista e
animador Otto Messmer, que recebeu o nome de Feline Follies. O
sucesso do curta-metragem levou Sullivan a produzir seu segundo trabalho
com Master Tom, o The Musical Mews, outro grande sucesso. O
produtor John King sugeriu a Sullivan e Messmer mudar o nome de Master
Tom, surgindo assim o Gato Felix (felis-gato e felix-sorte). No dia 14 de
dezembro de 1919 estreou o terceiro e novo filme do gato já com o nome de
Félix, chamado The Adventures of Felix.
Rapidamente Félix tornou-se um dos
personagens mais conhecidos em todo o mundo, suas histórias foram
publicadas por 250 jornais diferentes, tornando-se uma celebridade, algo
que se intensificou ainda mais quando o felino debutou nos cinemas. Felix ficou tão famoso que Charles Lindbergh pediu autorização a Otto e Oriolo para usá-lo como mascote de seu
histórico vôo sobre o Atlântico.
Em 1921, Gato Felix serviu para vender os
novos carros da Chevrolet, com anúncios enormes de Felix acompanhados com
letreiros em neon, tornando a marca ainda mais famosa em Los Angeles. No
ano seguinte Messmer
lançou pela King Features Syndicate uma nova tira de sucesso do personagem
e um curta intitulado Felix in Hollywood, vários coadjuvantes apareciam no
mundo de Felix, como: Inky, Dinky e Winky, os sobrinhos do Gato Felix; sua
noiva Kitty; o rato Skiddoo e Willie Brown.
Seus traços foram
aperfeiçoados em 1924 por Bill Nolan. Naquela época os desenhos do
Gato Felix eram distribuídos por Margareth J. Winkler, mas em 1925
Sullivan assinou um acordo com a Educational Pictures que passou a
distribuir os desenhos do gato até 1928.
A Chegada do Som.
No final da década de 1920, mesmo com as evoluções da
época como a chegada do som ao cinema, o produtor Pat Sullivan resolveu
esperar um pouco mais para colocar fala no desenho animado, assim o sucesso
de Felix entrou em declínio, ofuscado por outro grande personagem das
animações, o Mickey Mouse, de Walt Disney, que além de fantástico, falava!
Na época, Sullivan e Messmer não quiseram aderir à produção sonora e Felix
ficou ultrapassado. Quando Sullivan decidiu finalmente fazer a transição dos
desenhos mudos para os falados, em
1929, o Gato Felix teve seu primeiro desenho com som, o Film Daily, onde o
personagem cantava imitando o estilo de Al Jolson, mas foi um verdadeiro
fiasco, pois exibiram um áudio de péssima qualidade. Parecia ser tarde demais
para recuperar o sucesso de Felix, pois Mickey já tinha abocanhado grande
parte do mercado e a iniciativa fracassou,
sendo suspensa no ano seguinte.
Sullivan faleceu em 1933. Apesar disso, o
gato ficou marcado por ser a
primeira imagem a ser transmitida em um receptor de TV. Isso aconteceu em
1928 nos laboratórios da RCA
Research Labs, quando foi utilizado um boneco de Felix para efetuar os
testes com a Televisão.
Em 1936, o personagem ainda teve desenhos em
cores e com som produzidos para o cinema, e depois quase desapareceu, até
1953 quando suas animações cinematográficas começaram a ser exibidas pela
TV.
O Desenho.
Após conseguir os direitos do personagem, o
artista Joe Oriole começou a criar uma nova série, reformulando o visual
do gato, dando-lhe pernas mais compridas, e criando novos personagens.
Surgiam assim: o Professor e seu sobrinho Poindexter; o assistente do
Professor Rock Bottom, um perverso robô chamado Cilindro, e o
esquimó Vavoom. Surgia também a sacola mágica.
As mudanças no universo de Felix surtiram
efeito e o sucesso do Gato Felix reapareceu. Joe Oriolo produziu 260
episódios novos do Gato Felix para a televisão a partir de 1958, que além
de histórias bem elaboradas tinham como destaque o tema
musical escrito por Winston Sharples.
Em 1991, o Gato Felix teve o seu
longa-metragem, chamado Felix the Cat: The Movie.
A História.
Nos desenhos de Felix
o gato chamava a atenção por onde passava por ser uma referência de
boa conduta, sempre tratando os que encontrava com muito respeito e
gentileza, o tipo de comportamento perfeito para quem queria viver
tranqüilo, mas inevitavelmente o bichinho costumava se meter em encrencas.
Para se livrar de suas enrascadas o
gato possuía uma espécie de super-poder bem esquisito, ele utilizava seu
rabo, transformando-o em diversos objetos que precisava. Assim, era
possível encontrá-lo empunhando uma espada ou uma chave para abrir uma
porta, objetos transformados diretamente da sua calda. Às vezes Felix
conseguia até mesmo tirar sua calda
do corpo.
De cor preta e levemente curvado, o Gato
Felix tinha sempre à mão outro valioso pertence, uma maleta amarela
mágica, que ninguém sabe de onde veio. A Bolsa Mágica (Magic Bag), como
era chamada, também tinha a capacidade de assumir a forma de qualquer
outro objeto, inclusive de alguns muito grandes, como casas ou meios de
transportes, elementos que certamente não seriam possíveis de conseguir
apenas com sua calda. Por esse curioso poder, a Bolsa Mágica vivia sendo
alvo dos bandidos que tentavam levá-la a qualquer custo.
Entre os malvados que tencionavam roubar a
tal maleta estava o vilão Professor e seu comparsa Rock Bottom. De bigode
branco e carrancudo, Professor vivia em seu laboratório, arquitetando
maneiras de conquistar a bolsa mágica. Obviamente, nem sua mente brilhante e
nem a ajuda do cachorrão Bottom, lhe faziam ter êxito, pois Felix era muito
esperto.
Não bastasse ter que fugir das armações do
Professor, o gato ainda precisava driblar os planos do robô Mestre Cilindro
(Master Cylinder), uma lata velha mal-encarada que vivia na Lua buscando
maneiras de capturar Felix e sua maleta. Cilindro acreditava ser o "Rei da
Lua" e ninguém conseguia controlá-lo, nem mesmo o Professor, que já tinha
sido seu mestre.
Felizmente o gato não estava sozinho, ele
tinha a ajuda de Poindexter, um garoto cientista com QI 222, que explicava
tudo de um modo científico e que ironicamente era sobrinho do Professor;
além do amigo Vavoom, que usava o seu poderoso "grito" para ajudar o seu
companheiro a escapar das mais difíceis situações, pois ao bradar fortemente
a palavra “Vavoom” podia quebrar qualquer parede!
No Brasil.
Tão logo o sucesso dos desenhos animados do
Gato Felix, produzidos por Joe Oriole, despontou nos Estados Unidos em
meados dos anos 60, a Tv Tupi trouxe o felino para sua programação.
Nos
final dos anos 60, o gato
aprontou das suas na Tv Gazeta de São Paulo, antes de se transferir para a
Rede Globo onde ficou até a década de 1980.
O público brasileiro já estava um pouco
esquecido do personagem, quando a Tv Record o resgatou na década de 1990
para a sua programação. Também foi exibido pelos canais Rede Brasil, Cartoon Network e Boomerang.
Por aqui, o bichinho teve três
dublagens. A voz mais conhecida do Gato Felix no Brasil é da dubladora
Márcia Gomes, a sua primeira voz em terras tupiniquins. Mas também foi
dublado por José Luiz Barbeito e Leda Figueiró.
O seu sucesso no Brasil não foi diferente de
outras partes do mundo. Monteiro Lobato chegou a escrever uma história
chamada "O Gato Félix", onde um gato impostor, se passa pelo personagem
"Félix" dos desenhos animados, a história foi incluída mais tarde, como um
capítulo do livro Reinações de Narizinho.
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Dubladores Originais
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Dubladores Brasileiros
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| Jack Mercer .... Gato Felix |
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BKS:
Márcia Gomes .... Gato Félix
Leda Figueiró .... Gato Félix
Sincrovideo:
José Luiz Barbeito .... Gato
Félix |
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