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Adaptação do romance homônimo de Orígenes Lessa, a novela mostra a
trajetória do poeta Juca Campos Lara (Cláudio Cavalcanti) em busca de seu
grande sonho: dedicar-se exclusivamente à poesia. Ele se apaixona por
Maria Rosa (Nívea Maria), uma mulher prática que tem dificuldade em
compreender a postura sonhadora do rapaz. O feijão e o sonho acompanha a
história do casal, do encontro romântico ao problema com os filhos, e
discute o contraste entre a vida idealizada pelo poeta e seus problemas
cotidianos. Ele é obrigado a trabalhar nas Empresas Elétricas Brasileiras
e a dar aula de Matemática.
Quatro fases e lugares da vida de Juca Campos Lara são usados para o
desenvolvimento da história: 1925, na cidade de Sorocaba; de 1925 a 1927,
no bairro do Bexiga, em São Paulo; em 1937, na cidade de Capinzal, em
Santa Catarina; de 1946 e 1947, novamente na capital paulista.
Por ser dividida em fases, a novela foi recebendo novos personagens com o
passar do tempo.
Nos primeiros 20 capítulos, as cenas externas foram gravadas na cidade de
Conservatória, no interior do estado do Rio de Janeiro. Já na segunda
fase, a locação escolhida foi em Itacuruçá, região litorânea do estado.
Para abrigar as gravações da terceira fase foi usada uma antiga vila de
agricultores, próximo de Conservatória. Nesta etapa, gravaram-se também
cenas em ruas do Jardim Botânico e do Centro do Rio de Janeiro.
Em função do incêndio que havia destruído as instalações da TV Globo em
junho de 1976, as cenas de interior foram feitas nos estúdios da TV
Educativa.
O
afastamento definitivo do ator Roberto Bonfim da novela (no capítulo 56),
por problemas de saúde, e o infarto do ator Cláudio Cavalcanti (que ficou
sem gravar por cerca de um mês) forçaram a mudança quase total dos planos
de produção e causaram atrasos nas gravações de O feijão e o sonho. Com
isso, o núcleo das 18h teve que gravar duas novelas ao mesmo tempo, quando
se iniciaram os trabalhos em externa de Escrava Isaura.
O ator Cláudio Cavalcanti, protagonista da novela, conta que Juca Campos
Lara foi o personagem que mais gostou de fazer em sua trajetória
profissional. Segundo ele, sem que Orígenes Lessa e Benedito Ruy Barbosa
imaginassem, a história de Campos Lara remetia à vida de seus pais. Para o
ator, sua mãe era "o feijão" e o pai – cuja poesia também fora soterrada
pela realidade –, "o sonho".
O feijão e o sonho foi reapresentada a partir de abril de 1977, às 13h30..
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Elenco
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Cláudio Cavalcanti ... Campos Lara (Juca)
Nívea Maria ... Maria Rosa
Roberto Bomfim ... Gomes
Lúcia Alves ... Creuza
Elizângela ... Cidoca
Mário Cardoso ... Felício
Paulo Ramos ... Davi
Lauro Góes ... Rubinho
Gracinda Freire ... Mariana
Átila Iório ... Sebastião
Marco Nanini ... Barbeiro Oficial
Roberto De Cleto ... Joel
Aurimar Rocha ... Bento
Lícia Magna ... Nair
Dorinha Duval ... Noca
Lady Francisco ... Tude
Fátima Freire ... Candinha
Rejane Schumann ... Ana Maria
Reny De Oliveira ... Filomena
Ana Cristina ... Joaninha
Rose Addário ... Laís
Aguinaldo Rocha ... Alonso
André Valli ... Chico Matraca
Isaac Bardavid ... Ribas
Élcio Romar ... Ivan
Myrian Rios ... Anita
Lídia Brondi ... Irene
Edson Rabello ... Evaristo
Sebastian Archer ... João
Isolda Cresta ... Dona Aparecida
Márcio Bernstein ... Bentinho
Nanai ... Pachol
Elias Araújo ... Miguelzinho
Samir De Montemor ... Péricles
José Maria Monteiro ... Almeida
Eduardo Machado ... Clóvis
Otávio César ... Godói |
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