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Em setembro de 1966, Paulo Pontes e Vianinha criaram um programa infantil em homenagem a um falecido herói da FAB que lutou na
Segunda Guerra Mundial, o Capitão Aviador Adalberto Azambuja, conhecido entre os aviadores como AZA.
O programa chamado Clube do Capitão Aza, foi concebido a pedido da
Aeronáutica que se encarregou de fornecer trajes, locações e até
aviões para compor a atração. A Tv Tupi que precisava concorrer com outro
herói, o
Capitão Furacão, o campeão das tardes na
Rede Globo, não pensou duas vezes antes de aceitar a proposta e deu início
a produção. Sob a direção
de Maurício Sherman (o inventor da Xuxa) e Alcino Diniz, o programa
estreou no dia 3 de junho de 1966 e tempos depois conseguiu alcançar o seu objetivo,
o Capitão Aza chegou e derrotou o Furacão velho lobo do mar na audiência.
O Brasil vivia os duros anos do regime militar, tanto que o bordão do
programa era: “... Alô, alô Sumaré! Alô, alô Embratel! Alô, alô Intelsat 4!
Alô, alô criançada do meu Brasil! Aqui quem fala é o Capitão Aza,
comandante e chefe das forças armadas infantis deste Brasil”. O herói
vestia um impecável uniforme da linha aeronáutica, usava capacete de
piloto com duas asinhas desenhadas, óculos de lentes negras, acopladas, e
sobre o peito robusto ele levava diversas medalhas.
Ao seu lado, o herói
também tinha sua ajudante mirim, a exemplo do herói global, era a menina
Martinha, então com 6 anos, hoje formada em medicina. O boneco Pedroca
também ajudava o herói a comandar o programa. No quadro semanal "Didi ao
Vivo", tínhamos uma versão infantil do programa "Bibi ao Vivo" (da
Bibi Ferreira), apresentado pela menina
Mariângela.
O
Clube do Capitão Aza
era apresentado de segunda a sexta-feira,
inicialmente apenas para o Rio de Janeiro e a partir de 1974 para todo o
Brasil Via Embratel. Além das histórias vividas pelo Capitão Aza também
eram apresentados desenhos animados e séries
hoje consideradas clássicas, como
A Feiticeira,
Jeanne É um Gênio,
Speed
Racer,
Ultraseven e
Ultraman.
Nos anos 70, entre os desenhos e séries também eram apresentadas atrações
circenses no quadro "Circus".
Após suportar 10 meses sem salário, Wilson Vianna teve que se retirar, na
despedida das crianças o herói disse que partiria para em uma missão no
espaço. Assim depois de 13 anos ininterruptos de sucesso, discos e
histórias em quadrinhos, o Capitão Aza partiu. Depois disso ainda filmou
duas vezes com os Trapalhões, e finalmente o herói, a bordo do Barco "Dona
Ruth" (nome de sua mãe), saiu pelo mundo.
O ator Wilson Vianna morreu aos 75 anos em Mato Grosso do Sul em maio de
2003.
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Elenco
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Apresentação:
Wilson Vianna .... Capitão Aza
Assistentes:
Marta Albuquerque .... Martinha
Mariângela Fernandes .... Didi |
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