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O Desenho.
O desenho animado que trazia o herói
às
telinhas estreou em 1966, ao lado de mais quatro personagens, cada um
protagonizando o seu próprio desenho,
Hulk,
Namor, o
Homem
de Ferro e
Thor. A animação era rudimentar e aproveitando
praticamente os próprios desenhos feitos para as HQs. Os personagens mal
se moviam, não andavam, mas sim deslizavam na tela; nos diálogos só as bocas mexiam;
eles tinham apenas piscadas de olhos durante closes e ainda, muitas cenas
eram reaproveitadas em vários episódios. Junto com efeitos sonoros de
socos, por exemplo, surgiam onomatopéias grafadas na tela como: "Pow!" e "Soc".
Em suas aventuras, Capitão América combatia
soldados nazistas, lutava contra o comunismo russo e defendia a bandeira e
o povo americano contra qualquer ameaça à sua nação. O principal vilão das
aventuras era o temível Crânio Vermelho (nos quadrinhos conhecido como Caveira Vermelha).
Com aventuras iniciadas na revista em
quadrinhos Vingadores 4 (março de 1964), quando o Capitão América
reestreou nos quadrinhos, Thor, Homem de Ferro, Homem Gigante e Vespa,
além da Feiticeira Escarlate, Mercúrio e Gavião Arqueiro, apareceriam em
vários episódios do Capitão América.
A
História.
Steve
Rogers nasceu durante a grande depressão, cresceu franzino, numa família
pobre. Em 1940, vendo nos cinemas os horrores nazistas, decidiu se alistar
no exército para combater na guerra, porém era muito magro e doente, não
preenchendo os requisitos para se tornar um soldado.
Mesmo recusado pelo
exército, Steve se inscreveu em um programa de pesquisas militares. Por
seu caráter perseverante foi escolhido entre muitos para ser cobaia do
“Soro do Super-soldado” desenvolvido pelo Dr. Reinstein no experimento
especial, "Operação: Renascer". Logo após a aplicação do soro, o corpo de
Steve se desenvolveu de maneira assustadora, criando músculos e
resistência sobre-humana. Por obra do destino, Reinstein foi assassinado
por um espião logo após o sucesso do teste de Steve, e a fórmula morreu
com ele. Assim Steve foi o único super-soldado criado no projeto.
O Governo
lhe deu um uniforme, um escudo e o nome de Capitão América. Bucky Rogers,
um pré-adolescente, tornou-se seu parceiro e juntos lutaram na Europa
durante a guerra.
Na Alemanha encontrou o Caveira Vermelha, braço direito de Hitler, que se
tornou seu pior inimigo. O fim da Guerra foi também o fim do sonho. Bucky
morreu, e o Capitão, ao cair de um avião nas águas geladas do Canal da
Mancha, foi dado como morto e ficou congelado por décadas no Ártico.
No
Brasil.
O desenho estreou no Brasil em 1967
juntamente com as revistas em quadrinhos da Editora EBAL, como
estratégia de uma grande campanha publicitária da companhia Shell, que
distribuía exemplares das revistas gratuitamente nos postos de gasolina.
A abertura do desenho do Capitão América no
Brasil, era exclusiva. Os desenhos, por aqui tiveram 3 dublagens, sendo a
primeira a mais cultuada, pois tinha as músicas de abertura dubladas
pelo grupo MPB4.
Quando os Heróis Marvel retornaram à TV, em 1975 (Tupi), a abertura
brasileira não entrava mais no ar, pois havia se perdido nos arquivos. Assim, o
Capitão América passou a ir ao ar com a
abertura original em inglês. Em compensação, em 1982, na redublagem, outra letra para a abertura do "Capitão" foi composta.
Mesmo com essa quase-animação os desenhos
fizeram bastante sucesso no Brasil, com os episódios exibidos também em
dois programas muito conhecidos no passado, o programa do
Clube
do Capitão Aza e o
Pullman Júnior.
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Dubladores Originais
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Dubladores Brasileiros
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Arthur
Pierce .... Capitão América
Bernard Cowan .... Vários
Paul Kligman .... Vários |
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Herbert Richers:
Léo
Batista .... Narrador
Joaquim Motta .... Capitão América
Orlando Prado .... Capitão América
Cleonir dos Santos .... Bucky Rogers
Francisco José .... Crânio Vermelho
Gualter França .... Crânio Vermelho |
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