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O Desenho
A relação paterna é mostrada com muito bom humor na animação Bibo Pai e Bóbi
Filho, desenho que estreou em 1959 na emissora americana ABC, dentro
do segmento Show do Pepe Legal.
O terceiro segmento era apresentado por Olho Vivo &
Faro Fino um par de detetives fora-de-série.
O programa, ingênuo e engraçado, poderia representar apenas mais uma
animação dos estúdios de Hanna-Barbera, com bichinho fofos e falantes, mas
o carisma dos dois cãezinhos
suburbanos foi o diferencial deste no coração da criançada. Era divertido
ver os diálogos melosos entre os
dois cachorrinhos breedless
de grandes orelhas pretas,
sempre cheios de bordões, enquanto decidiam algum pequeno conflito de
geração ou se divertiam.
O programa, inspirado em outra série
animada, Plic, Ploc e Chuvisco, não foi um dos maiores sucessos do
estúdio Hanna Barbera, ainda assim, permaneceu no ar até o final do
segmento com 45 episódios de meia hora. No episódio de número 20, o
desenho introduziu um personagem que depois ganharia seu próprio horário,
o Patinho Duque.
O nome original de Bóbi era Augie, nome que
pode ter sido baseado no best-seller "The Adventures of Augie March" de
Saul Bellow.
A História
Bibo Pai e Bóbi Filho viviam suas aventuras, sem nunca se preocupar com a
grande questão dos telespectadores mirins: onde está a mãe nessa família
tão unida? Pois é, ela não precisava nem ser mencionada durante os 45
episódios em que durou o seriado, para que a dupla protagonizasse inúmeros
momentos de lição familiar e de carinho.
Bóbi era um filho esperto, orgulho de seu pai e que se destacava pela
maneira sempre inteligente como conduzia os problemas. Ainda que seu pai
Bibo, não fosse lá uma figura muito esperta, mesmo assim era objeto de
adoração do filho que sempre usava frases carinhosas para se referir a
ele: "O melhor papai do mundo", "meu digníssimo pai", "meu querido pai".
A grade sacada da série era ver o pequenino Bóbi, com a metade do tamanho
do pai ser um brilhante gênio da ciência, conhecedor dos problemas do
mundo e ponderado em cada tomada de decisão, ter que ouvir conselhos do seu pai Bibo, um cão de caça que
costumava trabalhar no teatro Vaudeville e com uma inteligência bem
limitada. Mesmo tendo um pai intelectualmente um fiasco, era
interessante ver que o filho tinha uma grande afeição e
respeito por ele. Claro que uma vez ou outra existiam divergências,
ocasionadas muito mais pelos conflitos de gerações.
A Volta
Em 1973 os dois personagens voltaram à telinha na
série animada A Turma do Zé Colméia, onde dividiam as atenções com
grandes personagens da Hanna Barbera como Pepe Legal, Dom Pixote e Leão da
Montanha, vivendo aventuras a bordo de uma arca. Em 1977, os
inseparáveis cãezinhos apareceram fazendo parte da equipe "Os Abelhudos"
no desenho Os Ho-Ho-Límpicos, onde eles participavam de competições
olímpicas contra as equipes "Os Assombrados" e "Os
Rabugentos".
No Brasil
A dublagem do desenho no
Brasil realizada pela AIC - São Paulo foi um dos destaques do desenho. O segmento era apresentado ao
lado de dois desenhos animados bem famosos - Olho Vivo e Faro Fino
e
Pepe
Legal.
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Dubladores Originais
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Dubladores Brasileiros
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Doug Young
.... Bibo Pai
Daws Butler .... Bóbi Filho |
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AIC
- São Paulo:
Rogério Márcico .... Bibo Pai
Chico Borges .... Bibo Pai
Waldir Guedes .... Bóbi Filho |
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