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Emissora: Rede Globo.
Ano de Produção:
de 1985 a 1988.
Cores.
Companhias Produtoras: Rede Globo.

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- Duplo.

 

 

Armação Ilimitada estreou no dia 17 de maio de 1985 misturando aventura e esportes, além de outros temas típicos da Zona Sul carioca e da juventude em geral. Inicialmente integrado a Sexta Super, faixa de programação do horário nobre da Rede Globo, Armação Ilimitada era exibida uma vez por mês, em episódios de 45 minutos de duração. A série teve assegurada sua continuidade e passou a ser quinzenal após ganhar na Espanha o prêmio Ondas de melhor série.

O programa foi criado a partir  de um esboço feito por Kadu Moliterno e André de Biase, que haviam trabalhado juntos na telenovela Partido Alto (1984). A idéia foi concretizada por Daniel Filho, que apostou e investiu no seriado. Tanto Biasi como Moliterno eram esportistas na vida real o que facilitou bastante as filmagens, dispensando muitas vezes o uso de dublês em cenas perigosas. As cenas onde os personagens surfam, por exemplo, eram feitas pelos próprios atores.

A série inovou a linguagem televisiva no Brasil, fazendo uso do humor satírico e do tom surreal conferido a algumas cenas, sendo considerada uma das mais completas traduções das histórias em quadrinhos para a televisão que se deu no Brasil, com balões, recorte de quadros, edição clipada, alteração de cores, citações descaradas da cultura pop, muito som, fúria e estilos de vida incomuns. Referências não faltaram aos enlatados norte-americanos como: Swat, Magnum, A Dama de Ouro (ou melhor... de couro) e até as onomatopéias escritas na tela, algo visto com freqüência no seriado do Batman.

O enredo também não era muito comum, logo de início tínhamos um triângulo amoroso bem imponderado, entre seus protagonistas e a inserção de um menor abandonado que mesmo encontrando o carinho de uma mãe adotiva e dois pais super aventureiros, não perdia a chance de se lamentar. Os episódios eram intercalados pela narração da locutora Black Boy (Nara Gil), dando um ritmo de videoclipe aos episódios.

Os conhecidos heróis Juba e Lula eram os integrantes da Armação Ilimitada, uma firma que oferecia serviços de dublês e qualquer trabalho que envolvesse esportes radicais, locada num espaço meio expressionista com escadas que davam pra lugar nenhum, decorações multi-cores, muito néon e uma F-1000 na garagem com o nome da firma. Juba e Lula dividiam o amor e a mesma casa com a quase jornalista Zelda Scott  e sempre contavam com uma pequena ajuda do menor órfão Bacana  em suas aventuras. Dando um maior toque cômico à série, tínhamos a confidente de Zelda chamada Ronalda Cristina, uma mãe-solteira maníaca por regime e com uma filha telecinética chamada Zeldinha Cristina, um bebê com super-poderes e com um carrinho que mais parecia uma nave espacial.

Nos diálogos malucos na sala do chefe do “Correio do Crepúsculo”, Zelda e o seu patrão (Francisco Milani), abusavam das metalinguagens e metáforas engraçadas enquanto Milani não perdia a chance de massacrar sua jornalista mais odiada. O chefe de Zelda aparecia sempre caricaturado de acordo com o momento específico da relação com a funcionária. Os dois podiam aparecer numa tempestade em alto-mar ou numa praia com sombra e água fresca, tudo sem sair do escritório.  

A fotografia de Armação Ilimitada era mutável, já que para cada referência feita, era criado um cenário compatível, além de iluminação e figurinos que remetiam os telespectadores a um mundo diferente em cada episódio.  

Armação Ilimitada foi exibido numa época de grande euforia, com o fim do regime militar. Este fato refletia-se na produção artística. No primeiro episódio da série, por exemplo, todo o elenco iria se reunir para cantar “Merda”, música de Caetano Veloso. A cena idealizada por Nelson Motta, não foi liberada para exibição.

No quarto ano de exibição, o programa sofreu algumas modificações no enredo e equipe. Zelda deixou o jornalismo, envolvendo-se em outras atividades, sempre com o mesmo chefe. Bacana entrou para escola e formou uma turma de amigos, criando um novo núcleo de histórias.

No dia 8 de dezembro de 1988, o seriado deixou de ser exibido, mas Kadu Moliterno e André de Biasi voltariam na série Juba & Lula no ano seguinte. Juba e Lula hoooooo!!! Lembra?

 

Elenco


 
   

Kadu Moliterno  ..... Juba

André De Biasi  ..... Lula

Andréa Beltrão  ..... Zelda Scott

Jonas Torres  ..... Bacana

Catarina Abdalla  ..... Ronalda Cristina

Francisco Milani  ..... Chefe

Nara Gil ..... Black Boy

 

 

Fonte - Dicionário da Tv Globo