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Tudo
bem que o filme, Aladim e a Princesa de Bagdá não é uma grande
produção, com orçamento exagerado, nem teve uma repercussão de blockbuster
até mesmo em seu país, mas como atração para entreter nossa tarde ele
serve muito bem. O filme lançado em 1945 pela Columbia Pictures
Corporation, tinha tudo para se tornar um grande sucesso, tomando como
base uma história conhecidíssima, um elenco com nomes como Cornel Wilde e
Evelyn Keyes e efeitos especiais que para época lhe valeram uma indicação
ao Oscar.
Ao lado de clássicos como Jasão e o Velo
de Ouro (1963) Simbad, o Marujo (1947) e O Filho de Alí
Babá (1952), Aladim foi mais um daqueles filmes sobre As Mil e Uma
Noites que recheou nossa infância de fantasia. Quem nunca sonhou em
encontrar uma lâmpada mágica que através de um gênio nos concedesse alguns
desejos? Ou em simplesmente estar em um mundo com gigantes, bruxos e
princesas, vivendo aventuras de capa e espada? Pois Aladim e a Princesa
de Bagdá tem tudo isso e um pouco mais, ele trás uma inovação na
história do personagem.
Aquele Aladim mais jovem que todos
conhecemos dá lugar a um herói mais maduro que é visto como um
conquistador pelas mulheres de Bagdá, em parte por sua bela voz que
ele expõe em suas cantigas nas tabernas, mas também pelas pitadas de
charme do herói. Então não espere aquela coisa de jovem que mora com sua
mãe viúva e pobre, porque isto está bem longe do filme. Aladim continua
vivendo como desordeiro até o dia em que consegue olhar por trás do véu da
princesa Armina, o que transforma o sedutor plebeu num homem apaixonado
capaz até mesmo de pular os muros do palácio para se encontrar com sua
amada. É claro que Armina tenta resistir aos encantos de Aladim que todas
as outras donzelas estão loucas pra aceitar, mas por fim se mostra
interessada pelo herói.
Depois de ser preso com o seu colega
Abdullah (cúmplice do herói em suas enrascadas e um tremendo covarde que
tem como única habilidade o roubo e o papo), Aladim foge da prisão do
palácio e vai parar numa caverna onde um velho feiticeiro tenta enganá-lo
para que ele enfrente alguns perigos afim de pegar uma lâmpada para
ele.
Aladim consegue pegar a tal lâmpada, mas
acaba ficando com ela, e aqui vão mais duas variações da história
original: primeiro que Aladim não tem apenas três desejos, ele pode fazer
infinitos pedidos até que a lâmpada caia nas mãos de outra pessoa, e o que
é mais curioso, quem sai da lâmpada é uma gênia, muito espevitada e pra
variar apaixonada por Aladim, por isso a tal gênia até tenta dar uma força
ao amado pra que ele fique com Armina, mas enciumada ela trás mais
confusões para ele do que soluções.
Uma coisa divertida no filme do diretor
Alfred E. Green (de Ela e os Marujos e Sonhos Dourados) é
que ele mistura elementos que nem sonhavam existir nos tempos das Mil e
Uma Noites, por exemplo, Abdullah usa uns óculos e fala sobre coisas como
televisão e jogos de baralho, enquanto a gênia transforma Aladim num
cachorro, animal que não costumava ser domesticado nos tempos de Ali Babá.
Não bastasse a mistura de elementos contemporâneos, na luta final entre
Aladim e o vilão, Abdullah cita que queria ter um revólver, mas se recorda
que a arma não foi inventada ainda.
As canções de Marlin Skiles e Clifford
Vaughan também são boas, com destaque para a que Phil Silvers (Abdullah) e
Cornel Wilde (Aladim) cantam em uma taberna, onde Aladim fala mal do sexo
feminino e Abdullah defende as mulheres.
Aladim e a Princesa de Bagdá é
diversão garantida para toda a família, tem cheiro de pipoca num fim de
tarde e de muita aventura. Vale a pena conferir.
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Elenco
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Cornel Wilde ....
Aladdin
Evelyn Keyes .... A Gênia
Phil Silvers .... Abdullah
Adele Jergens .... Princesa Armina
Dusty Anderson .... Novira
Dennis Hoey .... Sultão Kamar Al-Kir
Philip Van Zandt .... Grande Wazir AbuHassan
Gus Schilling .... Jafar
Nestor Paiva .... Kahim
Rex Ingram .... Gigante
Richard Hale .... Kofir
John Abbott .... Ali
Carole Mathews .... Handmaiden |
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